
Capítulo Oito: Perseguição
Mais uma vez o “casal” se encontrava no mesmo quarto mofado. Thur andava de um lado ao outro, descontrolado. O cômodo estava todo bagunçado, deixando vestígios por toda a parte de seu ataque exageradamente violento. Ele estava furioso por seu padrinho, que jazia agora em uma cama de hospital. Lu permanecia encolhida em um dos cantos, abraçando os joelhos ao deixar lágrimas caírem de seus olhos devido à notícia que acabara de receber: sua avó estava morta. Vítima de uma cobra peçonhenta. A indignação nos olhos castanhos de Arthur era notável, o maldito assassino estava lhes tirando os entes mais queridos. Lua não sabia como agir, não depois de uma surpresa dessas. Era um sinal; ele estava os alcançando. Thur caminhou até ela, afinal, seu padrinho continuava vivo e já não poderia dizer o mesmo sobre a avó da garota. Sentia-se mal, como se ele próprio estivesse causando sua dor. E, aparentemente, Lu pensava o mesmo, pois havia evitado sequer encarar o rapaz desde o telefonema do asilo. Arthur abaixou-se na altura dela, afagando seus ombros, em uma falha tentativa de confortá-la. - Não me toque. – Lu resmungou, levantando a cabeça encostada em seus joelhos. O homem a encarava desentendido ao vê-la limpar as lágrimas dos olhos – A culpa é sua. – balbuciou ela, soluçando. Arthur levantou-se, com um brilho questionador nos olhos – Tudo estava perfeitamente bem antes de você aparecer, não percebe? Eu não era um alvo e muito menos minha família. – disse triste. - Oh, claro. Como se eu pudesse prever que algo assim aconteceria. Acha que teria me aproximado de você se soubesse que poderia correr risco também? – perguntou ele, refletindo sua ira em suas palavras. - Você mesmo tentou me matar, aproximou-se com esse propósito. Que diferença faria agora? – rebateu ela, apoiando-se nas paredes para se erguer – Talvez as coisas continuassem normais, talvez minha vida continuasse igual, talvez ninguém tivesse se ferido se você não batesse a minha porta. Pode não querer fazer nada comigo agora, mas isso não muda o fato de que alguém mais queira. Eu poderia continuar ilesa se não te conhecesse. Nenhum outro motivo teria esse assassino para me pegar. Portanto, a culpa é toda sua. – murmurou com a voz chorosa. - Não tem o direito de me culpar. Posso ter tocado a campainha, mas você não hesitou nem por um momento que eu entrasse em sua vida. – retrucou, franzindo o cenho e travando a mandíbula – Não venha se arrepender agora, nada te impediu de dizer “não” quando a situação lhe era agradável. Aliás, parou para pensar que os seus problemas começaram quando abriu a carta de sua mãe? Nunca teria precisado de um coração se não fosse por seu pai, consequentemente, nunca teria me conhecido. – disse sério. Estava com raiva pelo que Lu falara, mas ao mesmo tempo via-se sensibilizado pelo momento. Tinha plena noção de que ela sofria e, de certa forma, tentava compreendê-la. Os olhos de Lua continuavam indecifráveis, um misto de medo, dor e raiva. Para ela, Thur não poderia culpar seu pai por isso, ele não tinha nada haver com a história – A carta é a sua maldição, não eu. Deveria tê-la deixado queimar quando teve a chance. – falou, olhando-a sugestivamente – Eu estaria disposto a ficar do seu lado, mas se preferir pode aguentar tudo isso sozinha. – e pegou uma jaqueta preta de couro, depositada sobre sua mala – Pelo visto não me quer por perto e não sou eu quem vai te obrigar a aturar o culpado pela morte de sua avó. – caminhou até a porta e apertou a maçaneta, parando ao ouvir seu nome ser pronunciado em um fraco sussurro. Virou o corpo frente a ela, observando-a parada e tensa ao lado da cama. Lu poderia estar furiosa com Thur, mas só a ideia de vê-lo longe a fez ficar desesperada. Não queria que ele fosse embora, só tinha a Arthur Aguiar agora e não suportaria viver sem seu calor. - Eu odeio você. – rosnou, descontando toda sua fúria sobre ele, fazendo-o estreitar os olhos, espantado, antes de partir para cima do rapaz, agarrando-lhe os cabelos pretos. (Música) – Nunca mais me vire as costas, pois eu estarei logo atrás de você, disposta a te trazer de volta. Não vai a lugar algum sem mim. – e uniu seus lábios. Thur gemeu aliviado, levando suas mãos às costas dela, apertando-a junto a si. Aquele beijo não era somente cheio de desejo como os outros, mas também era violento. Arthur virou-a contra a porta, devorando-a. Seus lábios eram mordidos ao ponto de ele sentir o gosto de sangue. Não havia espaço entre seus corpos. O rugido da porta era incômodo aos que passavam pelo corredor externo, que apressavam os passos para cobrir os rostos ruborizados. Os músculos do rapaz sobressaltaram sobre a roupa. Lu já sentia o seu peso sobre ela. Thur a ergueu facilmente, carregando-a até a cama, onde a depositou bruscamente, jogando-se sobre o corpo frágil e quente da garota. Suas mãos percorriam suas coxas sem pudor, subindo e descendo pela lateral de seu corpo. Os dedos de Lua percorriam toda a extensão das costas largas do rapaz, contornando cada pequena curva de seus músculos. Thur explorava a boca dela, sentindo o gosto insaciável que tanto o deixava excitado. Suas línguas chocavam-se prazerosamente, deixando serem ouvidos os ruídos de suas mordidas e chupões.Arthur sorria roucamente ao escutar tais sons, fazendo sua garganta vibrar ao ponto de deixar Lu gemendo de desejo. Ele enterrou seus lábios no pescoço dela, enquanto a mesma levava as mãos para os cabelos dele, puxando-os ao morder o lábio inferior. Thur subiu uma das pernas, ajoelhando-se ao lado de seu corpo. A outra permanecia esticada, e deu passagem para que Lua também erguesse a sua, encaixando-a no meio das pernas dele. O corpo de Thur pesava deliciosamente sobre o dela, que parecia não querer sair daquela posição. Com uma última sugada em sua boca, que deixou a ambos ofegantes, o homem se afastou e começou a levantar o tecido de sua camisa. Os olhos castanhos de Lu sempre pegavam fogo ao vê-lo fazendo esse movimento. Arthur, ainda ajoelhado sobre a cama, passou a peça pela cabeça, deixando o corpo despencar sobre a garota em seguida. Sua boca voando direto para o lóbulo de sua orelha. Arrepiada pelo frescor gélido em seu cangote, Lua novamente percorreu o corpo dele com os dedos, parecia agradável a ela senti-lo todo contraído sobre suas mãos. - Chegou mesmo a acreditar que eu iria atravessar aquela porta? – Arthur perguntou sorrindo sarcasticamente ao mesmo tempo em que passava a língua vagarosamente pelo caminho de seu pescoço até o queixo, onde depositou leves mordidas. - Você me pareceu bem convincente. – Lu respondeu num sussurro, engolindo em seco. - Existem raros momentos em que você não pode me levar a sério. – murmurou em seu ouvido, descendo os lábios gelados até seu colo, começando a abrir a camisa xadrez de botões frontais que ela usava com os dentes. - Espero, então, viver longos anos ao seu lado para poder diferenciá-los dos demais. – grunhiu Lu, sorrindo com os olhos fechados. Ela sentiu o sorriso satisfeito de Thur em seu seio o que foi capaz de lhe arrancar uma bufada desesperada. O rapaz abriu todos os botões, lambendo tentadoramente a parte exposta de sua pele abaixo de seu umbigo. Com um beijo provocativo ali, ele novamente se afastou, ajudando-a a se livrar de sua blusa. A garota não havia refeito o curativo, pois não tinha em mãos os materiais necessários para tal, mas ela não haveria de pensar nisso naquele momento, inclusive nos remédios que deveria tomar diariamente e que agora dispunham-se em meio aos destroços de sua casa. Os olhos de Thur correram por sua sutura quase cicatrizada e um brilho estranho se passou por seu olhar durante alguns segundos. O mesmo que foi apagado de seu rosto quando Lua segurou suas mãos e as colocou sobre o fecho dianteiro de seu sutiã. Em um movimento rápido com dois dedos, ele o abriu, deixando seus seios expostos. No mesmo instante Lu pode sentir a ereção pulsante lhe cutucando a virilha, desesperada para se livrar da calça jeans. Os lábios de Arthur abocanharam um de seus seios, enquanto o outro era massageado por seus dedos. Ela lutou contra o botão de sua calça, descendo o zíper ligeiramente. O rapaz apoiou-se no colchão com os joelhos, segurando as laterais da peça e a desceu por suas pernas, xingando palavrões obscenos devido ao tecido de couro que insistia em não obedecer as suas mãos, puxando com ela a calcinha de Lua. Vendo-a completamente nua, soltou uma exclamação animada que a fez gargalhar. - Algum dia eu aprenderei a não achar cada movimento seu tentador? – perguntou a si mesmo infantilmente, enquanto olhava encantado para as pernas da garota, que teimavam em fechar-se de um modo envergonhado. - Estou contando com um “não”. – respondeu ela, alargando o sorriso nos lábios. Thur rangeu os dentes em concordância e abaixou a cabeça para prestar atenção nos próprios dedos, que inconscientemente começaram a abrir o botão de sua calça. Ele a desceu pelas pernas, movimentando-as desengonçadamente. Esticou o corpo até a mala em um dos criados-mudos, deixando Lua ofegante por tê-lo nu a poucos centímetros de seu corpo enquanto seu membro roçava em sua barriga. Pegou de um dos bolsos, bem abastecidos de preservativos e anticoncepcionais, uma camisinha, colocando-a apressadamente, e voltou a jogar-se sobre a garota, novamente capturando seus lábios em um beijo entorpecente, enquanto ela esperava aflita que seu órgão a penetrasse.Thur achou graça de seus movimentos para cima com a cintura e a provocou lentamente para que tivesse paciência, causando um leve atrito em seus sexos para que ela não estivesse ciente de quando ele investiria. No instante em que as mãos dela foram espalmadas em sua bunda, apertando-a ao fincar as unhas ali, ele a penetrou, sentindo o caminho completamente lubrificado. Os gemidos altos de Lu eram abafados por seus lábios, mesmo que ele também não estivesse interessado em sufocá-los. As paredes do hotel eram finas e os gritos de prazer de ambos eram ouvidos pelos vizinhos de quarto de Arthur, que por sinal era um casal de velhinhos. A cama rangente batia nas paredes a cada investida, deixando que o forro do teto soltasse a poeira presa em sua madeira. Thur sentia o membro deslizar pelo interior de Lua, que se agarrava em suas nádegas ainda mais, implorando por velocidade. O rapaz acelerou os movimentos de uma maneira que nunca havia feito, prendeu as mãos na cabeceira da cama e movimentou a pélvis criando círculos para torturá-la de prazer. Com o próprio suor de seus corpos, ela acariciou suas costas, correndo os dedos em uma massagem pelo seu tórax, mamilos, barriga e coxas. A cama tremia bamba, querendo ceder aos movimentos e despencar. As paredes ecoavam os barulhos altos da cama sendo pressionada contra a mesma. Lu arqueava o corpo para cima e rosnava, deixando os olhos serem revirados nas órbitas. Ao sentir o ápice chegando, ela apertou seus músculos ao redor do pênis dele, intensificando o estímulo. O orgasmo veio logo depois, junto com o de Thur. Ele deixou o corpo pesar, respirando ofegante. A ponta de seus cabelos deixava deslizar o suor quente para o rosto vermelho da garota, enquanto ambos sorriam satisfeitos. - Wow. – o homem exclamou, deitando-se ao lado dela na cama. Lua virou-se de bruços, apoiando o corpo sobre os cotovelos. Os olhos de Thur caminharam por seu corpo, acompanhando desde suas costas até o quadril empinado e redondo – Segundo round? – pediu ele, engolindo em seco. Ela abaixou a cabeça gargalhando enquanto caminhava com uma das mãos até seu membro, tocando seus testículos e virilha. Um Arthur desesperado livrou-se rapidamente do preservativo usado e colocou outro novo em seu membro. Lu circulava a base com o dedo indicador e o polegar, deixando-o louco. Segurou o dedo indicador do rapaz, sugando-o lentamente, e levou-o até seu clitóris, fazendo-o olhá-la com uma expressão luxuriosa. Mal conseguiu ver o momento em que Thur subiu sobre suas costas, encaixando a cintura perfeitamente em suas nádegas, penetrando-a. Lua arqueou o corpo para trás a fim de facilitar a penetração. Ela chegava a morder os lençóis, sentindo-o deslizar o nariz por todo o caminho de suas costas suadas. Arthur encaixou a cabeça em seu pescoço e a beijava ali, deixando-a vacilante. Lu jogava a cabeça para trás e movimentava o corpo como quem escreve o número oito, devagar. - Oh Deus, Arthur. Anos de experiência lhe fizeram muito bem. – sussurrava ela com a respiração falha, mordendo os lábios. Ele levou as mãos em seus seios e os apertava com força, apoiando-se ali para puxá-la cada vez mais para trás. - Até hoje ninguém reclamou. – gabou-se, sorrindo provocador – Levando em conta q-que... – o prazer que sentia o impedia de completar a frase, Lu era quente e seu órgão se encaixava perfeitamente dentro dela. Investidas mais firmes e com mais pressão. A cama praticamente desmoronava –... Que com você, o efeito é três vezes melhor. – bufava dificultosamente – Então nenhuma outra chegou a experimentar todos os meus dotes e todas as potências do Júnior. – gargalhou em seu cangote, passando os lábios ardentes pela pele de seu pescoço. - Sorte a minha, azar o delas. – Lu ralhou ao sentir o gozo deixá-la mole. Thur, sorrindo triunfante, investiu rapidamente e também deixou o orgasmo lhe tomar o corpo, depositando beijos no ombro suado da garota. Deitou-se ao lado dela suspirando profundamente, completamente exausto. Aninhou-a em seu ombro, passando as mãos por sua cintura e lhe afagou os cabelos loiros – Quais as chances de o tempo parar nesse exato momento? – murmurou Lu, sentindo o cheiro de seu perfume impregnado em seu peito. - Infelizmente nulas, mas nada que nos impeça de fingir, pelo menos agora, que só existem duas pessoas em todo o mundo: você e eu. – respondeu Thur, piscando preguiçosamente os olhoscastanhos enquanto esboçava um sorriso sincero em seus lábios tão vermelhos. Lu assentiu em um movimento lento com a cabeça e aconchegou-se em Arthur. Ele observou-a perder os sentidos e aprofundar-se em um sono tranquilo, antes de também ser vencido pelas pálpebras, que insistiam em se fechar vagarosamente. O barulho irritante de pedras chocando-se delicadamente contra o vidro da janela foi ouvido. Thur levantou a cabeça sonolento e olhou em direção a mesma, com uma careta emburrada no rosto. Levantou Lua cuidadosamente de seu peito sem querer acordá-la e sentou-se na cama, com intenção de se levantar e caminhar até a janela para verificar o que é que tanto os incomodava. Contudo, foi parado por uma pedra maior que chegou a quebrar o vidro da janela ao atravessá-la. Lu acordou instantaneamente, olhando ao redor assustada. Arthur foi de encontro à pedra e percebeu que a mesma era pontiaguda e se assemelhava a que havia tirado a vida do irmão. Enrolado a ela, encontrava-se um bilhete amassado. Lua se protegeu com o lençol, tampando quase todo o rosto ao receber o olhar receoso do rapaz. Ele pegou a pedra em mãos e retirou o elástico que prendia o papel, abrindo-o. - “O momento não é propício para beijos e abraços. Se eu fosse vocês, passaria mais tempo tentando arquitetar um plano que me despiste à transar o tempo todo como dois animais”. – Thur leu em voz alta, bufando ao terminar. Amassou o bilhete e jogou-o sobre a cama para que Lu o analisasse. - “Estou de olho em vocês”. – ela leu com a voz embargada o que havia escrito no lugar da assinatura. Ergueu o olhar para Thur e suspirou – Você não disse que havia homens suspeitos no hotel? Talvez tenha sido um deles... – disse tensa engolindo em seco. Thur pareceu refletir por segundos – Ele ainda pode estar aqui, Arthur. – sussurrou ela, olhando horrorizada pelo buraco aberto na janela. Aguiar bradou e rumou-se para a porta, abriu-a e saiu procurando pelos lugares que podia alcançar com os olhos os possíveis pontos de onde o assassino poderia ter atirado a pedra. Ao receber olhares repreendedores dos moradores do estabelecimento, por ainda continuar pelado, retornou para o quarto, batendo a porta ao atravessá-la. Pegou a mala nas mãos e tirou roupas limpas de lá: uma calça jeans, uma boxer escura e uma camiseta branca. Vestiu-as rapidamente, sendo seguido pelos olhos castanhos de Lua a cada movimento, que não ousava abrir a boca nem para exprimir gemidos, e começou a recolher seus pertences pelo aposento, jogando-os todos na mala – Vamos a algum lugar? – Lu ousou perguntar, apertando os lábios. Thur levantou o olhar para ela e assentiu. - Vamos sair daqui o mais rápido possível. – disse ele firmemente. A garota afirmou com a cabeça e depois de se vestir ajudou-o a colocar na mala os seus objetos pessoais. Com o quarto limpo de vestígios de Arthur Aguiar, o rapaz foi, carregando a garota com ele com a desculpa de que não a deixaria sozinha nem por um segundo, até a recepção do hotel e fechou seu registro. Em instantes o casal ocupou seus lugares no Rolls Royce e Thur rodou a chave, pisando no acelerador. Dirigia atentamente, sempre olhando para os lados, preocupado. - Thur, é impressão minha ou aquele carro está nos perseguindo? – Lu olhava aflita pelo retrovisor, respirando descompassadamente. O homem acompanhou seu olhar e percebeu que havia mesmo um carro suspeito percorrendo os mesmos caminhos que o seu. Sua lataria era prateada e se misturava facilmente entre os demais carros, mas sempre a mesma placa apontava atrás deles – Está sim, eu não posso estar ficando tão paranóica. – Lua sussurrava mais para si mesma, virando o rosto para trás, toda apavorada. Ela não conseguia tirar a imagem da avó sendo assassinada de sua mente toda vez que imaginava o rosto do homem por de trás daquele vidro Insulfim. - Fique tranquila, eu vou despistá-lo. – Thur virou uma ruela escura com pouca movimentação e foi seguido pelo carro prateado. Com uma das mãos, inconscientemente, enlaçou os dedos nos de Lu, que os apertava junto ao corpo. O rapaz começou a se enfiar por entre as ruas, cortando avenidas e travessas como se estivessem em um labirinto e por um momento pensou ter se livrado de seu perseguidor – Mas o que diabos ele está querendo? – xingou ao ver novamente o carro a uma distância relativamente curta. - Nossas cabeças em uma bandeja? – Lua arriscou responder, recebendo um olhar reprovador em resposta – Sabe de algum lugar onde poderíamos ir e quase ninguém conhece? – perguntou, em uma tentativa de tirar toda a tensão e o peso das costas de Thur – Outro hotel, talvez? Eu iria sugerir sua casa, mas Pedro foi morto lá, portanto não há como saber se estaríamos seguros. Seria melhor nos “esconder” em um local bem movimentado, para dificultar o trabalho de nos encontrar. – murmurava, ainda olhando para trás. - Se ele não parar de nos perseguir agora não conseguiremos achar nenhum refúgio seguro. – disse ele, metodicamente. Virou o automóvel por mais algumas ruas e se deparou com uma estrada quase deserta, pisando fundo no acelerador. O carro prateado conseguiu os alcançar, deixando o casal desesperado. Começaram a apostar uma corrida, lado a lado. O automóvel jogava-se em cima do Rolls Royce e Thur desviava-se xingando, o perseguidor chegou a arranhar a lataria do carro de Arthur, que só fazia berrar furioso. - Talvez se você diminuir a velocidade ele continue acelerando, nos daria tempo de fazer uma curva e voltar. – Lu sugeriu, fazendo o rapaz assentir. - Pode funcionar. Segure-se. – falou ele, pisando no freio. Os pneus cantaram enquanto Thur brecava, fazendo um balão no meio da pista, que provocou o congestionamento dos demais carros na estrada. Lua nunca passara por nada tão radical em toda a sua vida e o rapaz não conseguiu parar de gargalhar de sua expressão escandalizada. O perseguidor prateado passou direto, e quando eles já faziam o caminho de volta ouviram o mesmo frear, ficando para trás, desistindo, por enquanto, de seu objetivo – Fazemos uma bela dupla. – Arthur disse empolgado, enquanto colocava uma mão vidro afora e mostrava o dedo do meio em direção ao carro. Ele virou-se iluminado para Lu que não deixou de acompanhá-lo em uma gargalhada alta. Nos breves momentos que tinham longe de problemas, eles não negavam uma boa “farra”. Lua levou uma mão para o meio da coxa dele, apertando-a maliciosamente. Em resposta, Thur esticou o pescoço e encostou seus lábios, sem tirar os olhos da estrada. Lu os mordeu e os sugou lentamente, deixando o contorno de sua boca úmido. - E para onde iremos agora, Batman? – perguntou ela, lançando a ele um olhar sugestivo. Arthur encarou-a com as sobrancelhas arqueadas, jogou a cabeça para trás e expôs seus dentes demasiados pontiagudos em um sorriso pervertido.

Créditos: Fanfics Tensão Teen

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Posta +, eu amo essa web
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