sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sem Coração


Capítulo Nove: Revelações 

O resto da semana se passou. O casal revezava os dias em hotéis baratos e luxuosos para quebrar o padrão e despistar seu perseguidor, o que, aparentemente, estava funcionando muito bem. Não receberam ligações ou mensagens os ameaçando durante esse período, o que fez com que Lu sugerisse a Arthur voltar a trabalhar. Obviamente ele não acatou ao seu pedido, mesmo percebendo o quão necessitada ela estava para entrar em uma sala de aula. O rapaz mesmo não achava seguro voltar para a empresa, que tinha lá seus muitos seguranças, que dirá uma “frágil” garota adentrar ao prédio de uma escola sem receber ao menos um tiro em meio à testa. Sim, ele ficava paranoico com a ideia de vê-la morrer. O relacionamento dos dois nesse curto tempo aumentara drasticamente e agiam como se fossem namorados há anos, consequentemente, muitos cômodos foram bagunçados junto a paredes que insistiam em tremer. O único secreto medo de ambos era que toda essa paixão fosse somente consequência da situação, como se assim que o assassino fosse desmascarado eles começassem a ver um no outro suas possíveis diferenças. O enterro da avó de Lua foi comovente. Arthur não sabia bem como reagir porque não chegara a conhecer a Sra. Blanco, mas uma lágrima breve saltara de seus olhos ao ver a garota debruçada sobre o corpo imóvel da avó ao deixar que o choro lhe esvaísse. O que o fez minutos depois se trancar no banheiro do mesmo cemitério onde Pedro se encontrava e derramar todas as lágrimas não choradas por ele no dia de sua morte. Agora que não se sentia tão culpado pelo ocorrido, não conseguiu evitar deixar que elas rolassem por seus olhos castanhos. Fora uma despedida contida, pois só havia os dois no local, junto ao padre e o coveiro, certamente. Nem mesmo os enfermeiros que tomaram conta de Abigail durante os meses em que Lua se via impossibilitada para tal foram avisados. O casal estava receoso com todos os envolvidos, poderia muito facilmente ter sido qualquer um deles. E devido a isso não chegou aos ouvidos do homicida esse acontecimento. Arthur fora uma única vez visitar Dominic no hospital, infelizmente o homem estava sedado e não poderia receber ninguém enquanto inconsciente. Ele não entendeu o motivo de tamanha frescura, mas não ousou contrariar o médico e foi embora. Não voltou mais depois desse episódio. Agora estavam ali, hospedados em um hotel caro da cidade vizinha. O quarto era largo, com uma cama central envolta a edredons de seda dourados, enfeitados por rendas e estampa medieval. Um sofá amplo e macio à direita, repleto de almofadas finas, e poltronas por todo o cômodo. No chão, um tapete persa detalhado. As cortinas que cobriam as janelas eram também cor de ouro e refletiam lindamente os raios do fraco sol. E no teto, encontrava-se um lustre antigo, característico da Monarquia. - Thur, acha que sua mãe corre algum risco? Deveríamos checar se tudo está bem com ela, não concorda? – Lua perguntou morbidamente, respirando fundo. Ela estava sentada sobre o colo do rapaz, que a mantinha abraçada em meio as suas pernas cruzadas e fazia cafunés em sua cabeça, depositando beijos leves no topo da mesma de vez em quando. A poltrona onde se depositavam era confortável e parecia acolher aos dois. - Está certa, ainda não tive noticias de minha mãe nesses últimos dias. – respondeu ele com os lábios presos em sua testa – Sugere ir até minha casa, então? – questionou com uma preocupação cortante na voz. - Bom, sim. Creio eu que o telefone deva estar grampeado e se pensar em ligar seremos pegos. Não sei como não nos encontraram ainda. Na verdade, estou surpresa por estarmos vivos. – disse ela, sorrindo sem humor. Thur a apertou mais para si – Estou com medo de que algo de ruim aconteça a nós dois assim que pusermos os pés naquela casa. Afinal, um de nossos suspeitos mora sobre aquele teto. – sussurrou Lu, brincando com os dedos trêmulos por sua camisa branca de gola. - Não acha melhor eu ir sozinho? – indagou Arthur, franzindo o cenho de inquietação. - Não mesmo, me manteve vigiada até esse momento e não será agora que eu vou tirar meus olhos de você. – respondeu firme em suas palavras, fazendo-o assentir bufante – Estamos juntos nessa até o final, seja ele bom ou não. – apertou os olhos e perdeu seu rosto no pescoço do homem, que abaixou sua cabeça para acolher a garota. - Quando tudo isso acabar vou te levar para conhecer o mundo inteiro, cada mísero cantinho dele. – Thur murmurou, sorrindo minimamente. Queria distraí-la de pensamentos pessimistas. Sabia que as chances de sobreviverem eram mínimas comparadas às façanhas do assassino, mas tinha que tentar fazê-la sorrir de novo. - Incluindo os museus? – Lu perguntou abafadamente, fungando em seu peito. - Sim, porque não? E passeios de gôndola por Veneza, de balão pela Savana Africana e tudo o que você tiver direito. – animou-se de um jeito que fizeram os lábios de Lua se curvarem em um sorriso meigo – E uma capela, talvez, quem sabe. – gargalhou roucamente, vibrando as cordas vocais de uma maneira gostosa de ouvir. - Gostei dessa ideia. – Lu sussurrou, afastando o rosto para poder encarar seus olhos. Thur sorriu com a atitude, inclinando a cabeça bobamente para o lado. - Qual delas? – perguntou interessado – Viajar ao redor do mundo ou passar o resto da sua vida ao meu lado? – ela alargou o sorriso ao ouvir tal indagação, sentindo o rosto corar vagarosamente. - As duas. – respondeu simplesmente – Mesmo que isso ainda não tenha sido um pedido formal de casamento. – e o abraçou, afagando seus cabelos perfumados. Thur enlaçou os dedos pelos fios dela, presos em um coque mal feito, e a apertou contra si, como se tentasse gravar a sensação de Lua em seus braços. - Tem certeza que quer ir à mansão? – perguntou tenso, sem soltá-la – Estou com um péssimo pressentimento. - Bom, isso está demorando mais do que o previsto. – murmurou o homicida, andando de um lado ao outro pelo vasto quarto do casal Aguiar. Como havia perdido seus perseguidos de vista, não teve outra opção a não ser votar à mansão e chamar a atenção deles de alguma forma. Certamente não de uma maneira civilizada. O corpo de Eleonor se encontrava pendurado por uma corda: seu pescoço estava quebrado. Para quem visse a cena tudo aparentaria suicídio e ele estaria livre uma vez mais. Motivos? Pensou em utilizar a morte de um filho e o desprezo de outro, como se ela não tivesse suportado a pressão e imaginasse essa sua última saída. Eleonor usava ainda sua camisola de seda dourada, uma de suas pantufas permanecia aquecendo um de seus pés, enquanto a outra se via caída abaixo de seu corpo suspenso – Porque ele está demorando tanto a vir? Talvez eu devesse descer agora e fingir ter encontrado o corpo, de uma forma ou de outra ele teria de vir. Gritos logo foram ouvidos pela casa, possivelmente de todo o teatro que o homicida armara. Ele caiu ajoelhado após descer as escadas principais da casa, chorando falsamente. Uma imagem digna de pena se não fosse por ele a encenando. Os funcionários do local se aglomeraram ao seu redor enquanto o mesmo contava o que acabara de ver. Minutos depois uma ambulância se encontrava na mansão. Todos os empregados foram dispensados para uma folga com a notícia e o corpo sem vida de Eleonor foi tirado do local. - Agora é questão de tempo. – sussurrou o assassino para si, esfregando uma mão na outra. O noticiário no rádio – o qual o casal se acostumara a ouvir por esses dias para ficar por dentro do que andava acontecendo a sua volta – anunciava o suicídio de Eleonor Aguiar. Thur apertou os olhos, afundando o rosto nas mãos. Um ponto a mais para o assassino, ele estava vencendo a guerra. Lua não sabia como confortá-lo, pois desconhecia sua relação com sua mãe, mas como a boa garota que era ela apertava os ombros do rapaz em um abraço. Ele já havia preparado seu emocional para essa notícia, de algum modo sabia que logo ela viria. - Agora só temos um ao outro, amor. – sussurrou, beijando as mãos de Lu. - Eu sinto muito por isso, se houver alguma coisa que eu possa fazer... – começou com a voz fraca, respirando dificultosamente. - Sobreviva, é o que eu quero que você faça. – ele puxou-a para um abraço mais apertado. Mesmo que isso fosse a armadilha que ele acreditava que seria, estava disposto a ir até sua casa e enfrentar de uma vez o homicida. Pensava em alguma desculpa para que Lu ficasse para trás, a fim de que ele fosse sozinho, quando um lampejo lhe veio à cabeça – Espere. – afastou-se dela, segurando-a pelos ombros – O noticiário acabou de nos dar uma pista. - E qual foi? – perguntou Lua, desentendida. - Parece-me óbvio agora. Veja, foi informado de que um fiel amigo da família encontrou o corpo, provavelmente Dominic, e que todos os funcionários foram liberados para uma folga. Pense, qual foi à única pessoa a querer que nós víssemos Conor e Reece como suspeitos? Que praticamente os jogou contra nós? Dominic pode ter sido baleado, mas eu não o encontrei no hospital quando fui visita-lo. Não vê? Enquanto eu me preocupava em encontrar você ele se aproveitou para colocar Conor como inimigo, e o que eu fiz? Dei meu cargo livremente a ele, porque confiava em sua palavra. Era tudo o que ele queria. Pode muito bem ter sido ele a tirar os benefícios de Pedro e ter jogado a culpa em Conor, por isso ambos saíram aos socos. Talvez ele tenha ameaçado sua família caso houvesse alguma acusação, já que se ele morresse seria demasiado óbvio. Dominic era o único que sabia o seu endereço além de mim, ele pode muito bem tê-lo dito a Reece para que fosse até sua casa. – dizia, com o cenho franzido. - Mas e quanto à boca aberta do fogão? Dominic não poderia tê-la aberto. – Lu murmurou, tentando compreender toda a teoria de Arthur. - Não, mas pode ter dito a Reece para fazê-lo. Ele pode não estar totalmente envolvido com tudo o que aconteceu, mas pode ser seu cúmplice. – deduziu, passando as mãos pelos cabelos. - Não acha que está tirando conclusões precipitadas? – Lua perguntou receosa, não queria novamente culpar a qualquer um. - É claro que eu posso, só estou tentando ver todos os lados desse enigma. Só parece se encaixar com todo o ocorrido. O assassino estava ciente de que sobrevivemos à explosão e nos contatou quase que imediatamente. Ele só poderia ter nos visto entrando no carro, o que nos prova de que estava presente em meio à multidão. Reece poderia não ter saído de lá, poderia ter ficado sondando a casa ou Dominic entrou no local enquanto dormíamos e abriu a boca do fogão, colocando a gasolina no mesmo instante. Mas de fato ele estava presente! - Mas ele mesmo disse que o detetive encontrara uma pista importante, por isso poderia ter sido morto. Algo relacionado a uma ONG. – Lu lembrou-se de sua conversa no restaurante, mordendo os lábios pelas hipóteses que o rapaz pronunciava. - Ele pode ter implantado essa pista, para que pensássemos justamente isso. – indicou o ar com as mãos, andando agora de um lado ao outro. - Você está começando a me assustar. Como pode pensar tão logicamente dessa maneira? – a garota se encolheu, abraçando-se. - Só me parece óbvio agora. Eu nunca tinha parado para raciocinar sozinho, tinha deixado toda a carga para ele. Não parece estranho que o detetive não tenha encontrado nada? Dominic sempre se mostrou ótimo em tudo o que fazia e não ter encontrado nem uma mísera pista? Isso me cheira a suborno. – seus dedos corriam apressados por seus cabelos pretos. - Você anda assistindo a muitos seriados policiais, Sr. Aguiar. Dominic levou um tiro por você, se esqueceu? – Lu torceu o canto dos lábios. - Pode ter sido forjado! Eu reparei que o sangue não era tão vivo quanto deveria e o fato de ele não poder me receber no hospital me assombrou por dias. Tudo se encaixa, talvez ele tenha feito isso para se safar. Como se eu não o considerasse em meio aos meus suspeitos por ter tentado me defender. Pensei até em minha própria mãe como suspeita, não te contei sobre isso, desculpe, porque não ele? – perguntou exacerbado. - Você o ama como a um pai! Tem certeza de que quer seguir com esse pensamento? – a garota indagou, olhando-o sugestivamente. - Mesmo se não for ele, nunca mais o olharei da mesma maneira. – declarou Arthur, negando com a cabeça. - Yeah, ok, mas o que eu teria haver com ele, afinal? Conheci Dominic no restaurante e nunca o tinha visto antes, e acredito que muito menos minha mãe. – ela dizia receosa. - Acabei de criar uma teoria para isso também, mas você não vai gostar. – ele abaixou o rosto e fitou-a incerto. - Posso saber qual? – ela perguntou intrigada, não conseguindo esconder a expressão assustada de seu rosto. - Dominic é o seu pai. – ele disse de uma vez, fazendo-a arregalar os olhos. - O que? Meu pai se chama John Bailey, Arthur. – contradisse, balançando a cabeça negativamente – E o assassino mesmo disse que seu relacionamento com a minha mãe não era algo pessoal... - Dominic me disse uma vez que adotara o próprio nome por gostar dele e deixou bem claro que não é o seu verdadeiro. Pelo que nós sabemos, que se resume a nada, ele bem poderia ser. – deu de ombros, formando uma linha com os lábios. Lu caíra sentada em um sofá, desolada. - Isso significaria que meu pai é o assassino? – perguntou chorosa, passando as mãos pelos olhos para conter as lágrimas – É claro que isso são apenas teorias, certo? Podemos estar cometendo erros no nosso julgamento, não é? Até porque não temos provas... – levantou os olhos castanhos suplicantes para Arthur, que assentiu no mesmo instante, aproximando-se dela. Ele se sentou ao seu lado e a abraçou. Lu deixou lágrimas rolarem por seus olhos e enterrou o rosto na curva de seu pescoço. - Pode acreditar, eu quero estar errado quanto a isso. – ele beijou o topo de sua cabeça, afagando o seu ombro – Posso enfrentá-lo sozinho, ainda insiste em ir? – perguntou, fazendo-a balançar a cabeça afirmativamente, deixando-o tenso. - Agora é pessoal, quero tirar tudo a limpo. – sussurrou falha e Arthur teve ali a certeza de que não poderia cogitar a possibilidade de deixá-la para trás. Em menos de algumas horas – onde levaram em conta o tempo que a perícia usaria para investigar todas as possíveis pistas até se contentar e partir – cruzaram os portões da mansão Aguiar. Como anunciado, todos os funcionários não se encontravam na casa. Thur só esperava encarar uma única pessoa lá dentro. Lu andava meio encolhida atrás dele, olhando ao redor toda assustada. O rapaz carregava uma arma, segurando-a como um exímio atirador. Ele empurrou o portal de madeira e deram de cara com o imenso saguão de entrada. Ao final do tapete adornado estava um homem de costas, com os braços cruzados. Ele começou a sorrir no instante em que fora localizado, virando-se para o casal. - Bem-vindo, Arthur, e é claro, Lua. – cumprimentou-os, com seu típico sorriso sádico – Como é bom vê-lo de novo ao lar. - Calado, Dominic. – disse friamente, travando a mandíbula. Naquele instante todo o seu respeito e amor pelo padrinho se esvaíra como fumaça. A única coisa que ele queria era acertar uma bala em seu peito e acabar com todo esse jogo demoníaco – Eu sabia que era você. – cuspiu as palavras, fazendo o outro gargalhar. - Sério? Desde quando chegou a essa conclusão? – perguntou, arqueando a sobrancelha. - Há pouco tempo. – disse Lua, respondendo por Thur que não parecia ter forças para abrir a boca e dizer mais do que o que já havia dito. - Certo. – caminhou alguns passos até eles – Imagino, então, que já tenham descoberto tudo. – Lua lançou-o um olhar intrigado – Não? O jovem expert não conseguiu deduzir mais nada além de eu ser o culpado? Interessante, eu acharia bastante óbvio depois dessa conclusão. – Arthur fuzilou-o com os olhos, apertando a arma na mão – Sim. Eu sou seu pai, Lua. – a frase caiu-lhe feito uma bomba, fazendo-a estremecer e ser agarrada por Arthur para não cair ao chão. Thur quis jogar em sua expressão de superioridade que chegara sozinho a essa dedução, mas não era algo com o que poderia se vangloriar – Também fui eu a sabotar o seu carro, mas infelizmente você continua viva. – rolou os olhos. - Por isso perguntou se eu morava na mesma casa de minha mãe... – sussurrou Lua, desolada. Ela não conseguiria chorar uma única lágrima sequer por ele – Contudo, seu plano não funcionou conforme queria, não foi? Eu estou aqui, estou com Arthur e estou prestes a arrancar esse sorriso patético do seu rosto. - Quem diria, não é? Coincidência desastrosa a minha. O coração de Pedro foi justamente para a minha filha. Duas de minhas vítimas, uma tendo salvado a outra. – pronunciava, desacreditado com uma gargalhada lhe rasgando a garganta. - Guarde suas palavras sujas para você mesmo, Duas Caras. – bradou Thur, erguendo a arma em direção ao padrinho, que no mesmo instante espelhou seu movimento, mostrando também estar armado. - Contenha seu brinquedinho, garoto. Ao contrário de você eu não hesitarei em atirar. – disse seco, cerrando os olhos – Será emocionante tirar sua vida, Lu, assim como foi tirar a de sua mãe. Mas a de seu adorado namorado será ainda melhor. Arthur, você não sabe quanto tempo esperei por esse momento e você trouxe meus dois maiores trunfos bem para a palma de minha mão. – tombou a cabeça para o lado, apontando sua mão estendida, enquanto sua voz soava fria e cruel. Lua pôs-se a chorar por sua mãe, lembrando-se de que sua morte fora documentada como natural, agora ela sabia que tinha sido obra de Dominic, provavelmente veneno – Realmente, eu descobri sobre sua existência no dia do seu telefonema minha filha, sua mãe nunca ousou dizer a mim uma coisa dessas. Pobrezinha, deve ter morrido sem saber que foi eu quem a matou. – e gargalhou, colocando ambas as mãos na barriga para dar ênfase ao movimento. Lu não conseguiu se conter e partiu para cima dele, grudando suas mãos em seus cabelos. - LU! – Thur advertiu tardiamente. - Tire essa criatura de cima de mim Arthur, se não quiser que ela morra nesse mesmo instante! – bradou o outro, tentando empurrar a garota para longe. Arthur puxou-a para si e jogou-a contra o chão, colocando-se em seu lugar. Lua assistiu o rapaz acertar um soco no padrinho, que deixou sua arma voar para longe. O mais velho revidou o ataque, também deixando o jovem desarmado. A garota se arrastou pelo lustroso piso espelhado do hall de entrada, pegando uma das armas nas mãos. Dominic encarou-a com o canto dos olhos, enquanto acertava um soco na boca do estômago do rapaz, que se contorceu em dor – Vai atirar no papai, Lu? – debochou, dando mais um soco brutal em Arthur. Lua levantou a arma para ele, respirando ofegante. - Não, Lu, deixe que eu faça. – Thur sussurrava, tentando limpar o sangue que escorria de seu nariz. Dominic alargou o sorriso sádico, balançando a cabeça negativamente. Virou-se para a garota e começou a caminhar em sua direção. Arthur rapidamente jogou todo o peso de seu corpo sobre ele, fazendo ambos caírem no chão. Começaram a rolar entre tapas, chutes e socos, pelo saguão. Lua chorava contidamente, mordendo os lábios. Por mais que tivesse a intenção de apertar o gatilho não conseguiria matá-lo. Ela assistia a tudo chocada, vendo-os acertarem-se violentos golpes – CORRA, LU. SAIA DAQUI! – Arthur gritou ao receber um soco no rosto, que lhe arrancou sangue dos lábios. Trêmula, Lua não conseguia se mover. Ela pensou em atirar no padrinho do homem no momento em que esse ficara por cima em todo o bolo corporal que se encontravam, mas ficou com medo de acabar por acertar em Thur se errasse a mira. Arthur empurrou o outro para longe, fazendo instantaneamente os dedos de Lua apertarem o gatilho. O Tiro acertou a coxa de Dominic, fazendo-o soltar um grito de ódio. Ele ficou de pé e mancou até ela, que não conseguiu ordenar seus dedos a repetirem o movimento. Enquanto o mesmo caminhava até a garota, Thur partiu para a outra arma no chão. - Hey. – gritou, chamando a atenção do padrinho que virou o rosto para olhá-lo. Arthur sorriu com um brilho de vitória nos olhos castanhos. Contudo, Lua também se distraíra com o seu grito e aproveitando-se disso o homem tomou grosseiramente a arma de suas mãos. Arthur lançou-a um olhar desesperado. Dominic se afastou, mancando. O revólver apontado para a garota. Ela deu leves passos em direção ao rapaz, que esperava tê-la segura atrás de si para poder atirar no outro homem. Qualquer movimento brusco vindo dele seria o seu último. A arma continuava erguida para Lu, que tinha todos os músculos contraídos de medo – Deixe-a Dominic, Lua não tem nada haver com isso. – Thur suplicou, com sua voz dolorida. Dominic rolou os olhos como resposta ao seu choramingo, sorrindo maliciosamente a seguir. Um último lampejo de fúria percorreu seus olhos. E então ele atirou...viagens e turismo
Continua..
Próximo capítulo será o ultimo!!

Créditos: Fanfics Tensão Teen

2 comentários:

Claryce disse...

OMG posta +

Claryce disse...

Ah Poxa posta +, eu amo essa web

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