segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Here Without You" - Capítulo Único



Titulo: Here Without You
Subtítulo: E hoje à noite, somos só você e eu.
Sinopse: Estava encostada numa parede espelhada. Já aos prantos quando ouvi alguém pronunciar meu nome, alguém com a voz um pouco familiar. O sangue escorria por todo o chão da enorme sala, formando uma espécie de circulo. A dor circulava por meu corpo, parecia um veneno se espalhando. Olha onde eu estou… Deitada em uma poça do meu próprio sangue, morrendo, sem ninguém por perto que possa me ajudar. As pessoas só dão valor depois que perdem.
Shipper: ChaMel
Gênero: Romance
Trilha Sonora: Here Without You - 3 Doors Down
Restrição: É uma Short/Song-fic, resumindo, ela é baseada em uma música e é de capitulo único.
Escritora: Anna
Reprisando: Tumblr
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(Leia com a música: “Here Without You - 3 Doors Down)
POV Melanie.
Estava encostada numa parede espelhada. Eu escorreguei pela mesma e acabei por ficar sentada, abraçada as minhas pernas. Eu mal respirava e deseja a todo instante que me faltasse o ar para sempre, que meu óbito estivesse perto.
Já estava aos prantos quando ouvi alguém pronunciar meu nome, alguém com a voz um pouco familiar. Legal, tudo o que eu precisava era de alguém para me ver naquela situação. Continuei ali, quieta, quase imóvel, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e para abafar o som do meu choro, mordi a manga do meu moletom. Mais uma vez eu me senti inútil.
O sangue escorria por todo o chão da enorme sala, formando uma espécie de circulo. A dor circulava por meu corpo, parecia um veneno se espalhando. Minha vista já não era uma das melhores, talvez esteja na minha hora, Deus pode estar me chamando para partir desse mundo cruel e frio onde as pessoas só se importam consigo mesmo. E isso é bom, eu quero ir embora, ninguém vai se importar, ninguém vai ligar.
Já não tenho mais amigos, se é que aquilo eu poderia considerar amigos. Foram para bem longe quando eu mais precisei. E olha onde eu estou… Deitada em uma poça do meu próprio sangue, morrendo, enquanto eles devem estar rindo ás minhas custas. Mas eu sabia que isso iria acontecer, as pessoas mentem o tempo inteiro. Não que eu tenha sido completamente verdadeira com eles, mas não os deixaria no primeiro obstáculo que aparecesse, eu estaria lá para segurar sua mão, eu estaria lá para enxugar suas lagrimas, eu estaria lá para qualquer coisa, mas ninguém faria isso por mim.
A voz que pronunciou meu nome continuava. Eu escutava passos de alguém se aproximando, mas quem? Quem estaria em uma velha escolinha de balé abandonada? Quem saberia que eu estaria lá? Quem?
A porta da sala se abriu, formando um barulho amedrontador de filmes assustadores. Estava tudo escuro, a única luz que invadia a sala era a luz da lua. Ela estava clareando algumas partes daquele lugar horroroso. Nem me lembro de como vim parar aqui. Está tudo tão confuso. Lembro-me de ter saído de casa, ainda meio desorientada, era de madrugada e eu havia acabado de cortar uma veia. Não havia ninguém que pudesse me ajudar. Meus pais não paravam em casa e minha irmã deveria estar em algum lugar bebendo como se fosse o ultimo dia de sua vida. Também me lembro de estar andando em uma calçada vazia e escura, foi quando eu vi essa velha escola. Com muito esforço, consegui subir as escadas e agora estou aqui toda ensanguentada “curtindo” meus últimos minutos de vida.
— MELANIE — Era a voz de Chay. Ele correu até mim e se jogou no chão — O que… Eu vou te levar á um hospital.
— Não dá mais tempo — tossi — acabou, esse é o fim.
— Não — As lagrimas rolaram em sua face — Não é o fim, não pode ser.
— Como me achou? — Perguntei curiosa.
— Isso não importa agora, vem, eu vou te levar pro hospital — Ele ia me pegar no colo, mas eu hesitei.
— Não Chay, não — Dei um sorriso com o canto da boca — Não vamos chegar á tempo, eu vou morrer no meio do caminho, olha essa poça de sangue, olha como a minha voz está falhando… Não tem mais jeito.
— Eu amo você — Ele me deu um ultimo beijo. Mesmo perdendo todos os sentidos, senti seus lábios encostando-se aos meus — Não quero te perder.
— Dê valor ás coisas que você tem, é depois que você perde que sente falta — Ele colocou minha cabeça sobre suas pernas e ficou massageando meu cabelo. Foi quando tudo perdeu a cor, tentei respirar, mas parecia que o meu pulmão tinha sido tampado por alguma coisa. Eu já não conseguia mais escutar nada, e tudo escureceu.
— Eu amo você Mel — Foi a ultima coisa que ouvi antes de definitivamente meu coração parar de bater e meus olhos se fecharem. Foi a ultima coisa que ouvi antes de partir. 


E ai galera? Web triste né? Mais emocionante, espero que tenham gostando! Bjs

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