quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Noiva por acidente

Capítulos de 1 Ao 3
Capitulo 1


Bath2
, Inglaterra 1819. 
 
 
—Achar uma esposa apropriada para você? — A honorável tia de Arthur Aguiar o encarava 
através de seu  lorgnettei
. Maude, Lady Gosforth, apreciava usar seu  lorgnette. Aumentava 
horrivelmente seu olhar penetrante e normalmente fazia o objeto de seu olhar se contorcer. 
Arthur nunca havia se contorcido. 
 —Se você puder ser tão boa, Tia Maude. 
Ela fungou.  
—De tudo que eu ouço, você não tem nenhum problema em achar mulheres. Até mesmo em São Petersburgo.
 
Arthur não vacilou nem um centímetro. Como raios ela  sabia das atividades dele em São 
Petersburgo quando a residência principal dela era  em Bath? Mas os contatos dela eram 
legendários. E era por isso que ele pedia a ajuda dela agora. 
Ele disse friamente  
— Não é o mesmo. 
A tia dele bufou. 
—Não, não é. E você também quer que eu organize um baile em quatro semanas? Um baile,  
no princípio da estação? 
—Se a tarefa não for muito cansativa, querida tia. 
—Cansativa? Claro que é! Estou muito velha para dar festas!— Ela disse tentando parecer 
fraca. 
—Sinto muito, Tia Maude. Não percebi. Você parece tão cheia de vida, sabe… Mas não 
importa, contratarei alguém..

—Contratar alguém? Você não fará tal coisa. Eventos organizados por mercenários — ela 
falou a palavra com abominação — não podem ser qualquer coisa exceto comum. Tentarei, de 
alguma maneira, achar energia para organizar algo - e achar uma mocinha apropriada para você - 
mas advirto, Arthur, com tal curto prazo e no princípio da estação com todos os convites já 
enviados, será a festa mais pobre e insípida de todas. 
—Eu sei. Sinto muito. — Arthur não tinha nenhum medo de que a festa seria qualquer coisa 
exceto magnífica. Ele acrescentou casualmente — Posso te persuadir a enviar um convite para a 
tia do Czar da Rússia, a Duquesa Principal, Anna Petrovna Romanova? 
O lorgnette dela pendeu.  
— A tia do Czar da Rússia? 
—Ela chegará a Londres alguns dias antes do baile. E não conhece ninguém lá e solicitou a 
minha ajuda. E ela não se importará se for algo pequeno. — A duquesa principal era tão gregária 
quanto à tia do Czar e adorava grandes rebuliços. 
—Uma duquesa principal?— Tia Maude se sentou, os olhos cintilantes com ambição. Ela deu 
um suspiro cansado. —Como você me deixa exausta, menino. 
—Eu sei. — Ele assumiu expressão penitente. Com uma duquesa principal russa, este baile 
seria o evento da estação e a tia dele sabia disto. 

Arthur decidiu retornar à Inglaterra por duas razões: para tomar posse de uma herança e 
achar uma esposa. O embaixador, sabendo o quão difícil a duquesa principal de idade avançada 
podia ser, concedeu a partida dele contanto que Arthur desse assistência à senhora idosa em 
Londres. 

Continua....

Capitulo 2


 
 
O cavaleiro apareceu no cume, uma silhueta escura cauterizada contra nuvens cor de prata 
inertes. Ele permaneceu imóvel por um segundo ou dois, inspecionando a cena abaixo, então 
começou a descer a colina em um passo lento, controlado. Enquanto se movia, um raio ondulou 
pelos céus assustadoramente. 
—Que apocalíptico— Lua Blanco comentou da entrada de sua cabana. —Seja quem 
for, sabe como fazer uma entrada. 
Sophia Brown seguiu o olhar dela.  
—Cavalheiro— ela pronunciou, abotoando o casaco. 
Lua riu.  
—Como você pode saber? Fazendeiros e comerciantes podem montar bons cavalos, 
também. Você o conhece? 
Sophia sorriu amplamente e agitou a cabeça.  
—Nunca o vi antes, mas ele está atravessando o país, não é? E é uma terra particular. — Ela 
encolheu os ombros e revirou os olhos. —Apenas um cavalheiro faria isto. Nós do povo não 
invadimos simplesmente as terras dos outros. As pessoas são exiladas por menos. 

—Suponho que sim. 
—Com rumo ao Solar Fonthill ou a Whitethorn, creio. — Lizzie acrescentou com um sorriso, 
— Talvez ele passe direto por você. Você podia ficar no caminho dele, senhorita. Um cavalheiro 
teria que parar. Nunca se sabe, você pode conseguir um marido bom e rico. 
Maddy bufou.  
—Com a minha sorte, ele seria o tipo que passaria sobre mim e nem olharia, e eu ficaria lá 
estendida... 
—Como uma porcaria qualquer no chão!— Lizzie terminou, e ambas riram. —Não, ele 

Capitulo 3

—Eu cuidarei de você— ela sussurrou e o beijou novamente. —Você não está só.

Ele ficou deitado lá, adormecido, bloqueado em seu próprio mundo, inconsciente.
Estava na hora de acabar com os falsos sonhos da manhã e seguir com a vida. O estranho era
dela para cuidar, mas não para manter. Era tolo tecer sonhos ao redor dele. No momento em que
ele despertasse, iria embora, atrás de seus amigos e de sua família, deixando-a sem um
pensamento sequer. Só novamente.

Ela não podia se lembrar de um tempo em que não houvesse sido só. Todas as pessoas da
vida dela haviam dependido dela para cuidar deles. Primeiro a mãe, então a avó, então o pai e
agora as crianças. Ela não se importava muito com isso - ela era perfeitamente capaz.
Mas era solitário, ser sempre a pessoa que tem que enfrentar as dificuldades, achar a
solução, batalhar pelas chances. E sempre só. Ela saiu da cama. Ainda bem que o estranho não
havia despertado. Ela ficaria mortificada se ele abrisse os olhos e a achasse… tocando-o. Ele não
era o Raoul Dubois dela. Ele nem sabia que ela estava lá.

Ainda assim enquanto ela seguia por sua rotina matutina - fogo, aquecer água, lavar, vestir,
começar o café da manhã - parte dela permanecia estranhamente desolada. Era sempre deste
modo, ela disse a si mesma, despertando de um sonho. E encarando a realidade.
Sonhos ajudavam. Mas às vezes, algumas manhãs, eles apenas aumentavam a solidão.

— Mas Sir Jasper prometeu!

A voz dela - preocupada? Brava? - despertou-o de um sono profundo.
A voz de um homem soou em resposta, severa, ameaçadora.
Ele tentou se sentar. Tinha que ajudá-la… protegê-la… Náusea o inundou. Ele se deitou.
Os fragmentos da conversa vinham através do vento.
—Verifique as informações. Sir Jasper e eu… temos um acordo… ele prometeu.
Ele conhecia a voz dela… de alguma maneira, mas a sensação… Ele não podia entender. Não
podia - maldição - se lembrar.
Ele apertou as mãos contra as têmporas, tentando fazer com que parassem de pulsar, e
sentiu as bandagens. Bandagens? Ele fechou os olhos. As vozes enfraqueceram…

—Ele é um príncipe— Lucy insistiu. —E ele precisa de uma princesa para beijá-lo e então ele
acordará.
—Essa é a Bela Adormecida, tola— Susan disse a ela.
—Mesma coisa— Lucy declarou fortemente.
—Não, porque a Bela Adormecida é uma menina e ele é um homem.
Henry entrou no assunto. —E um homem não pode ser belo.
—Por que não?
—Porque ele não pode— Henry disse. —Apenas damas podem ser belas.
Lua sorriu para si mesma. Ela discordava. Este homem era completamente macho, e
belo.
—Eu não me importo. Ele está dormindo há quase dois dias, e ninguém dorme por tanto
tempo, então uma bruxa má deve ter posto um feitiço nele. E bruxas apenas põem feitiços assim
em príncipes e princesas. Então alguém precisa beijá-lo e quebrar o feitiço.
—Uma princesa. Tinha que ser uma princesa— John disse com autoridade. —E nós não
temos quaisquer princesas por aqui, então terá que ser com um balde de água fria.
—Não! — As meninas ficaram horrorizadas. —Você não ousaria jogar água nele, John!


—Fiquem quietos, todos vocês—Lua interveio. —John, pare de provocar as suas irmãs. O
homem não é um príncipe, Lucy, apenas um pobre homem com a cabeça dolorida, que está sem
dúvida mais dolorida por ter um grupo ruidoso de crianças discutindo perto dele. Agora saiam da
cama, todos vocês - e por Deus do céu, abaixem as vozes.

Com olhares de culpa para o homem dormindo, eles saíram na ponta dos pés para longe da
cama, continuando a discussão em sussurros. Lua  escondeu um sorriso. Eles foram, de fato,
notavelmente bem comportados.

O doutor os havia visitado novamente naquela manhã e o havia examinado.
—Já que o sono dele é pacífico e não há nenhuma febre, não há muito que possamos fazer.
Deixe-o dormir o quanto quiser. Se ele acordar com dor, use as gotas que eu te dei ontem. Se ele
mostrar sinais de febre, esfrie-o e dê isso. — Ele a deu um papel com um pó. —Uma infusão de
casca de salgueiro, pequena quantidade, não mais do que quatro xícaras ao dia. Você tem casca de salgueiro, certo?



Ela anuiu com a cabeça.
—Se a febre for pior do que a que o jovem Henry teve no último outono, mande me buscar.
Mas sono é o melhor remédio.
Então ela o deixava dormir.....

Continua......

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Gostarão ??

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Céditos:CFC

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