Capítulo 7
Lua pisou no jardim. Homem miserável. Então a ideia de se casar com ela era absurda, é?
Como se o Sr. Sem nome - que sequer podia se sentar sem ficar atordoado e precisava ser
alimentado como um bebê - fosse alguma captura enorme, e ela uma pessoa de nenhuma
importância!
Ela sabia que não era o ideal de homem nenhum de uma noiva desejável, mas ele tinha que
rir? Ela secou, brava, uma lágrima. Ela era provavelmente melhor nascida do que ele de qualquer
maneira. Os antepassados da mãe dela eram da alta nobreza - ainda que tivessem caído da graça
por uma geração ou duas.
Ela deu uma olhada rápida para onde as crianças estavam brincando de algo na parede.
Cavaleiros e damas pelo que parecia, com Susan e Lucy se fazendo de damas e Jane fazendo o
dragão. Pobre Jane. Nunca com o papel glamoroso. Talvez ela devesse… Não. Jane estava se
divertindo, ela via, dando aos irmãos trabalho como dragão, rugindo e lançando jatos imaginários
de fogo neles, e fingindo comer suas espadas quando eles conseguiam chegar muito perto.
As crianças eram perfeitamente felizes. Ela estava cheia de conversar com crianças e
homens impossíveis. Ela precisava conversar com as abelhas. Ela conversava com as abelhas desde
que era uma garotinha. A avó a havia ensinado: deve-se sempre conversar com as abelhas, confie
a elas os seus pensamentos, conte as novidades, quem nasceu e quem morreu. Faça isto e as
abelhas nunca te desapontarão.
Uma dúzia de abelhas zumbia ao redor dela curiosamente. Ela ficou tranquila, e decidindo
que ela era inocente, elas se soltaram.
—Oh, abelhas, estou tão furiosa — ela começou. Ela disse a elas tudo sobre o estranho sem
memória, porque se deve sempre contar as abelhas sobre qualquer novidade. —E quanto a ser
forçada em casamento para evitar um escândalo, quem em seu juízo perfeito iria querer isto? Não
consigo imaginar coisa pior a ficar amarrada pelo casamento a um homem que se ressentiria de
mim pelo resto da vida. Vocês não concordam?
Elas concordavam, ela podia dizer. As abelhas eram criaturas sensatas.
Lu sabia o que era viver com um homem ressentido. O pai dela acabou se ressentindo
da mãe dela, e havia começado com um casamento por amor - era o que a mãe dela havia dito.
Lua não estava tão certa de que fosse amor mesmo. O pai dela tinha sido deslumbrado
pela beleza da mãe dela, sua família nobre e sua fortuna. Mas o amor havia esfriado quando ele
percebeu lentamente que a família e a fortuna da mãe dela nunca retornariam, a beleza da mãe
dela enfraqueceu à medida que ela falhava, cada vez, em dar ao pai dela o herdeiro que ele
desejava…
Continua..
Créditos : CFC
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