sábado, 26 de janeiro de 2013

Noiva por acidente

Capítulo 8 parte 1

Ele fez uma carranca para anavalha. Estava tremendo com uma folha de árvore. Ele a agarrou mais apertado. Ainda estava
tremendo. O que havia com sua maldita mão? Ele a levou em direção ao queixo, mas estava
tremendo tanto que ele sabia que se machucaria no primeiro golpe.
Ele murmurou algo sob a respiração.
—Você foi ferido, teve febre alta e ainda não se recuperou— ela disse suavemente, tirando a
navalha da mão dele. —Eu farei isto. Eu costumava barbear o meu pai quando ele estava doente.

Ele desejou nunca ter pensado em se barbear, mas era muito tarde para mudar de ideia. Ela
pensaria que ele não confiava nela - e ela estaria certa. Mulheres barbeando homens? Loucura.
Particularmente depois de que ele a havia insultado mais cedo. Ele devotamente esperava
que ela realmente a houvesse perdoado. De uma forma ou de outra, ele estava para descobrir.





Ela deu a ele um olhar pensativo.
—Eu posso ou me sentar em suas pernas para fazer isto ou — Ela pegou o olhar dele e
cessou bruscamente.
Ele tentou reprimir um sorriso, mas realmente, ela era muito inocente para se colocar em
palavras. Sentar nas pernas dele, francamente. Foi tudo o que ele pôde fazer para se impedir de
convidá-la para fazer exatamente isso, com toda a vontade.
Um rubor tomou as bochechas dela. Em um tom vivo e sério ela disse: — Vire-se para se
sentar na extremidade da cama, por favor.
Ele se virou obedientemente. Ele não devia provocar uma mulher com uma navalha afiada e
mortal na mão. Mas ele não conseguia evitar. As pernas oscilaram, nuas e peludas, sobre a cama.
A camisola do vigário não era muito longa. Alcançava apenas até os joelhos dele.
Ela puxou o lençol e o jogou sobre os membros dele.
Ele se perguntou quanto tempo ela demoraria para perceber qual seria a única posição
prática para ela.

O rubor dela intensificou. Ela percebeu. Lentamente, mantendo o rosto tão neutro quanto
podia, ele separou bem os joelhos e esperou.
Ela hesitou apenas um momento, então com a cabeça erguida bem alto, ela andou entre
elas. Ela não encontrou o olhar dele. Ele ficou contente. Se ela pudesse ver dentro do coração
dele, ele temia por sua pele. Oh, ele estava muito contente por ter desejado se barbear.

De uma maneira tranquila e profissional ela balançou a cabeça para um lado, passou a
espuma na garganta e queixo dele, imergiu a navalha na água quente, e colocou-a contra a
garganta dele.
Ele se segurou, tentando não respirar ou tragar enquanto sentia o instrumento mortal
deslizar lentamente na curva da garganta dele até a mandíbula.
Nenhum sangue escorria. Ele respirou novamente.

Ela enxaguou a navalha na água quente e fez o próximo golpe, suave e primorosamente, e
gradualmente a tensão nele foi embora. Um outro tipo de tensão tomou lugar.
Ela o barbeou com concentração, um minúsculo franzir entre as sobrancelhas aladas e
esbeltas, a ponta da língua espiando para fora, enrolada contra o lábio superior.
A atenção toda dela estava na tarefa, e ele estava livre para observá-la quanto o agradasse.

A pele dela era cremosa, e tão fina quanto uma pétala de rosa. Através da
ponta do nariz havia uma difusão de sardas douradas minúsculas. A maioria mulheres considerava
as sardas como uma falha, mas estas eram como bolo com creme; davam água na boca.
Os quadris dela estavam ligeiramente envolvendo as coxas dele, e de vez em quando os
braços dela e uma vez o seio, deslizou ligeiramente contra ele à medida que ela se movia. Não era
deliberado, ele sabia pelo apertar infinitesimal dos lábios dela quando acontecia.

Ele tentou não olhar para baixo. Os mamilos dela estavam duros e empurrando sob o vestido
pardo. Ela não era a única excitada. Ele arrastou mais pano para sobre a virilha.
Ela girou a cabeça para barbear o outro lado, e tudo que ele podia ver eram as orelhas dela,
pequenas e delicadamente feitas, acariciadas por um agrupamento de mechas ruivas. Ele queria
saboreá-la lá, beijar o lugar tenro logo atrás da orelha, mordiscar os lóbulos delicados, correr a
língua em torno das curvas intricadas e fazê-la ter calafrios e se contorcer com prazer.
Sem pensar, as coxas dele apertaram ao redor dos quadris dela e ela saltou e o cortou.
—O que você pensa que está fazendo?— Ela disse indignada. —Olhe o que você me fez
fazer!— Ela imergiu um pano na água limpa e aplicou na bochecha dele. Saiu com uma mancha
vermelha.
—Não é nada— ele a assegurou. —Desculpe-me por ter te assustado.
—Eu sinto muito, também— ela disse, amolecida. Ela imergiu a navalha na água quente
novamente e retomou o barbeado. —Seu camareiro habitual sem dúvida é muito mais rápido e
eficiente do que eu. Suponho que se sentar foi o que te cansou.
Ele não disse nada. Cansado não era o problema. A tentação era. Ter esta mulher deliciosa
tão perto ao ponto de poder tocar, cheirar e quase a saborear. Não a tomar nos braços, rolar pela
cama, lentamente tirar aquelas roupas pardas dela e fazer amor lenta e deliciosamente pelo resto
do dia era mais do que qualquer homem com sangue nas veias pudesse aguentar.
Por que diabo ela não estava seguramente casada? Ou adequadamente viúva. Uma mulher
viúva ou casada saberia o que ele era, entenderia que o prazer que estava lá era para ser tomado.
Mas ela era inocente. E ele podia não saber muito sobre si mesmo, mas estava bastante
certo de que não era o tipo de homem que seduzia inocentes.
Infelizmente.
Ela terminou de barbeá-lo e o deu uma toalha úmida para enxugar a última espuma
enquanto levava a bandeja. Ele esfregou o rosto por toda a parte, então o pescoço e a nuca, e
depressa, enquanto as costas dela giraram, deu ao torso e as axilas uma esfregada rápida.
A água-de-colônia nas bochechas fez um ardor satisfatório.
—Obrigado. Sinto como se fosse um novo homem.
Ela sorriu.
—Não estou certa de que pareça menos com um pirata— ela disse devagar, os olhos
correndo pelo rosto dele — mas pelo menos ninguém te achará um rufião.
Ele capturou o olhar dela e o segurou.
—Então, eu sou um pirata, é?— Ele disse suavemente.
Ela tragou, mas não desviou o olhar. Os olhos dela eram como o ouro do conhaque e da mesma maneira intoxicante. Ela umedeceu os lábios e a boca seca. Ele podia sentir o coração
batendo. Ele se debruçou na direção dela, pretendendo puxá-la até ele e dar um beijo insensato.
Ela se balançou um milímetro na direção dele, como se o desse as boas-vindas.....

Continua... 

Créditos : CFC

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