Capítulo único
Sinopse
Desde que Arthur Arguiar foi em seu resgate dois anos atrás,Lua Blanco
nunca foi capaz de esquecer o impactante homem ou o tipo de vida que
leva. Assim dois anos depois quando ela se depara com Chase e seu amigo,
Micael, e saiu com eles em plena noite de Réveillon, sabendo exatamente onde
terminaria tudo.
Não obstante, pouco a prepara para o que é estar nos braços de Arthur, ou
em sua cama.
Depois de anos reprimindo-se, Lua finalmente é capaz de ser a mulher que
sempre sonhou ser em seus braços. Lua é um sonho que Arthur não se
permitiu contemplar. Agora que a tem, vai atrás de seu coração e está
decidido a ganhá-lo, sem importar o que custar. E embora ambos
estivessem de acordo em que seria somente por prazer, em algum lugar do
caminho se converte em um amor que consome tudo....
>>> Estava nevando. É obvio, era fim de dezembro em Washington D.C. e isso
finalmente ia ligado à neve. Os grossos flocos esponjosos se amontoavam como
uma capa invernal do céu escuro e carregado de nuvens. Fazia um pouco de
vento, assim caíam e se empilhavam, e no tempo que Lua Blanco levou para
escapar do hotel e da muito aborrecida festa de Réveillon a que tinha assistido e ir ao pequeno
bar da esquina, tinha coberto as calçadas.
Caminhava com cuidado sobre seus saltos de sete centímetros. Eram
perfeitamente seguros para usar no hotel, mas aqui, na escorregadia calçada, era
outra história. Segurava a saia de seu vestido invernal de veludo branco até os
tornozelos e desejou ter tentado pegar um táxi e arriscar-se a ir para casa em vez
de tentar ocultar-se durante um momento.
Havia poucos lugares nos quais ocultar-se onde não fosse muito conhecida.
O bar era um desses lugares. Esteve no interior várias vezes no ano passado.
Estava perto dos hotéis aos quais estava obrigada a assistir a eventos, e esses
eventos invariavelmente incluíam seu ex-marido Pedro.
Abaixou a cabeça enquanto se metia no bar, puxando o xale que era muito
leve para este tempo, ao redor de seus frios braços.
Saudou o garçom e ele assentiu rapidamente enquanto ela se dirigia à
mesa de sempre. No canto, onde estava escuro e em sombras, e podia observar.
Só observar os clientes enquanto conversavam, riam e brincavam.
Os amigos que entravam com amigos ou sócios de negócios. Podiam ser um
pouco barulhentos, mas riam e davam tapinhas uns nas costas dos outros e se
divertiam.
—Faz um pouco de frio esta noite, querida. —A garçonete, uma jovem
chamada Andrea, pôs uma garrafa gelada de cerveja na frente de Lua e sorriu com
inquietação quando deixou vagar os olhos sobre o vestido de noite.
Andrea era uma morena escura e tranquila com sorridentes olhos cinza e
um sorriso para todo mundo. Seu pulôver e jeans confirmavam o fato que o ar
fresco do exterior frequentemente se infiltrava também aqui dentro.
—Sim, faz frio. —esteve de acordo Lua enquanto aceitava a cerveja—
Lua abaixou o olhar, contemplando as pontas de seus muito elegantes
sapatos que combinavam com seu vestido de muito bom gosto e em troca
desejava ter usado seu jeans.
Passou os dedos pelo cabelo loiro, comprido até os ombros, antes de
sacudir a cabeça cautelosamente ante o olhar paciente dele. Arthur nunca se
alterava. Sempre estava tranquilo.
Inclinou a cerveja para seus lábios uma vez mais, o olhar perdido pela sala.
Quando baixou a garrafa franziu o cenho, estreitando os olhos no canto mais
afastado.
Não podia ser ele, disse a si mesma. Esse cabelo negro do demônio se
refletiu em uma repentina franja de luz, um perfil que era tão marcado como o
decidido homem em si mesmo.
Mas era ele. Sabia que era, e tinha companhia.
Não ia perguntar pela repentina atividade de seu coração, saber que sua
maior fantasia sexual estava neste bar com um homem que todas as pessoas do
mundo livre sabia que não tinha problemas absolutamente em ser selvagem e
depravado.
Arthur Aguiar e Micael Borges, o bastardo de algum príncipe
pouco conhecido do Meio Oriente. Saía frequentemente nas notícias, inclusive
mais frequentemente nas colunas de fofocas. E estava sentado ali com Arthur.
Enquanto olhava, Arthur levantou a cabeça, os olhos se entrecerraram
através da penumbra de fumaça encontrando-a imediatamente.
Ela ficou sem respiração. Não saberia que era ela. Havia inclusive menos
luz aqui do que havia no canto dele. Então Micael também girou, os olhos negros
divertidos, a expressão sensual enquanto levantava o copo e fazia um brinde.
A comoção a atravessou. Não havia maneira de fugir agora, nem maneira
de esconder-se. Este não era um baile de sociedade ou um evento onde tudo o
que ela tinha a fazer era vagar pelos outros convidados para evitar qualquer um
dos dois.
Arthur, porque era uma tentação. Micael, porque sabia que ajudava Arthur
a tentar às mulheres que compartilharam nos meses anteriores.
Arthur olhava fixamente o canto do bar, perguntando-se se Lua tinha
alguma ideia de como a luz se derramava do bar e brilhava sobre o veludo branco
invernal do vestido e o xale que usava. Tinha o aspecto de uma princesa de neve
caída dos céus nublados. Pele suave e cremosa, cabelo loiro cor champanha,
olhos castanhos esverdeados, totalmente abertos com um olhar de nervos e medo. E algo mais.
Diabos, tinha que estar bêbado. Esse algo mais não podia estar ali.
—Me pergunto quanto tempo demorará para ficar curiosa. —remarcou
Mika enquanto girava para Thur.
—Curiosa do que? —perguntou Thur, observando enquanto as luzes
apanhavam o cintilação dos diamantes em seu penteado alto.
—Sobre você, meu amigo, e os prazeres que pode lhe brindar. Observei-a
percorrendo-o com o olhar durante dois anos. E me perguntava o que ocultava
sob esses cílios que se estendiam sobre seus olhos cada vez. —explicou.
Arthur suspirou.
—Ódio?
Mika negou com a cabeça.
—Isso nunca. —Seu sorriso era concludente, conhecedor— Os dois vão nas
pontas dos pés um ao redor do outro como se tivessem medo da eletricidade que
cintila entre os dois. Ela sabe o que é. —inclinou-se para frente— E ainda assim,
tem curiosidade. Eu, é obvio, estaria disponível se necessitasse um terceiro.
—Está brincando —grunhiu Thur—Quem diz que escolheria você para
meu terceiro de todo modo?
Mika riu entre dentes por isso.
—A quem importa? Com uma mulher como essa, não custaria encontrar
um homem disposto a prover esse serviço. Mas quero conhecer o incomensurável
prazer de ser o eleito.
—Por que não pede que se reúna conosco para um gole? —sugeriu Mika—
Estaria bem oculta aqui conosco. —Assinalou com uma ampla mão o canto ao
lado de Thur—E não duvido que estaria mais cálida.
Thur já estava se levantando antes que Mika terminasse de falar.
Ignorou a risada do outro homem e cruzou a sala. Ela se reuniria com eles, ou a
levaria para casa. Qualquer outra opção estava fora da equação. Estava-o
tentando até o ponto que lhe doíam as mandíbulas ante o pensamento de tocá-la,
e não estava pensando na ereção que pulsava sob suas calças folgadas.
Ela o observou enquanto se aproximava. Ele sentiu os olhos sobre ele,
repassando-o, com nervosos olhares que o faziam esticar-se de excitação.
—Parece uma fada da neve. —disse, apoiando-se no pesado poste que
suportava o teto, a uns poucos passos da mesa.
Seu olhar se elevou, o esbelto pescoço ondeou quando engoliu com força.
—Bom, esta noite está nevando. —clareou a garganta.
—Não estou brincando com você, Lua. Tenho muito respeito por você para
isso. —Estendeu a mão—Quer se unir a nós?
Ela olhou para onde Mika girou em sua cadeira o bastante para observá-
los. Seus escuros olhos brilhavam com sensual, sexual conhecimento. Como os
de Arthur.
—E se não puder? —sussurrou Lua, sabendo o que ele queria dizer— Então
o que?
—Então não pode. —Seguiu estendendo a mão—É sua escolha.
Era sua escolha. Não tinham lhe dado uma escolha antes, em troca quase
tinha sido violentada por seu marido.
Levantou-se lentamente, segurando o xale ao redor dos ombros com uma
mão enquanto via Mika levantar-se da cadeira no fundo da sala.
—A limusine está lá fora. —Arthur agarrou sua mão com a sua, amplos e
quentes dedos se envolveram ao redor dos seus menores e pálidos—Vai para
casa?
Onde estaria sozinha? Onde sonharia com ele em vez de tomar sua valentia
com ambas as mãos e converter-se na mulher que tinha desejado ser?
—Ainda não quero ir para casa. —sussurrou ela afinal.
—Então não a levarei para casa.
Lua olhava fixamente pela janela na frente dela enquanto a limusine
serpenteava através do tráfego, detendo-se brandamente nos semáforos,
movendo-se mais lentamente pelas áreas elaboradamente iluminadas.
—As luzes são magníficas nesta época do ano, especialmente durante uma
nevada. —Mas Micael não estava olhando as luzes, estava olhando para ela.
Você tem arvore de natal?
Não sou só eu!-Ela respondeu
—Precisa de uma árvore —respirou contra seu ouvido— Uma muito grande.
—Nunca seria capaz de decorá-la. —Inclinou a cabeça para um lado, quase
sem sua permissão, de repente sentiu um comichão no pescoço ao sentir esse
pequeno fôlego— Sou baixa.
—É deliciosa. — Thur a beijou-a atrás da orelha. Um suave toque de seus lábios
que a fez fechar lentamente as pálpebras e o prazer a golpeou atravessando-a.
Micael estava observando. Podia senti-lo observando. Podia sentir a tensão
aumentando na parte traseira da limusine e o calor do desejo sexual começando
a mover-se sobre sua pele.
Abriu os olhos e girou a cabeça para olhar Thur. Este homem era sua
fantasia, e qualquer coisa que quisesse dar esta noite, o permitiria. Tanto como
pudesse.
—É só para o prazer? —sussurrou ela.
Seus olhos se dilataram de surpresa, como que surpreso que ela recordasse
o que tinha contado.
—Só para o prazer —prometeu.
—Só entre nós? —perguntou então.
Um dedo acariciou a bochecha.
Ele sabia o que ela estava dizendo. Não era sobre o prazer ou o trio, era
sobre a tentação que tinha devotado no dia que foi ao seu apartamento. Era sobre
a tentação que tinha estendido cada vez que a tinha visto depois daquilo.
Deixou que sua cabeça se movesse mais abaixo, deixou que seus lábios
roçassem os dela, consciente que Mika se movia silenciosamente, abrindo a
porta sob o balcão do bar para tirar o necessário para o prazer.
Lubrificante, óleo de massagem, preservativos. Mica era um sensualista
de verdade. Nada era precipitado quando ele estava envolvido. O prazer era tudo
o que importava. Conseguia seu prazer do prazer da mulher que tocava. Ou
ajudava a tocar.
—De acordo? —A voz de Thur agora era escura, mais grave.
Quando sentiu que lhe mordiscava os lábios, olhou-o aos olhos enquanto
as mãos acariciavam as costas nuas e o braço, deixou-se inundar nas sensações.
As calosas palmas a acariciavam, os fortes lábios tomavam pequenos beijos
ambiciosos dela.
Juntou os braços ao redor do pescoço de Thur. Girou para ele,
necessitando mais, sofrendo por isso. Um beijo mais profundo, mais longo.
Desejava sentir tomando seus lábios controlando sua paixão enquanto ela não
tinha nem ideia de como controlá-la.
Como se soubesse e sentisse o que necessitava, os lábios fizeram justo isso.
A língua se aprofundou na sua, e as mãos a seguraram com firmeza.
Um gemido sussurrado transpassou seus lábios enquanto tremia pelas
sensações.
Isto era tudo o que necessitava. Só prazer.
Ela deu um sobressalto, não de temor nem dor, mas sim de surpresa,
quando Micael pousou seus lábios contra a parte interior do seu pulso. Mika
era um entendido em mulheres. Adorava as formas femininas com uma dedicação
que frequentemente divertia os outros membros do clube.
Thur acariciou com a mão descendo por seu lado, sobre o fino veludo do
vestido de noite, observando a parte superior de seus seios enquanto se
ruborizavam, o leve resplendor fazendo jogo agora com suas bochechas.
A borda em forma de concha do sutiã estava apertada às curvas superiores
de seus seios, mostrando a fenda entre eles e o brilho da transpiração que
começava a orvalhar sua pele.
Juraria que ia ter um orgasmo por só este prazer. Nunca havia sentido
essas duras e acaloradas carícias de sensações febris apressando-se por suas
terminações nervosas, dos mamilos até o útero.
Retorceu-se sob eles, os braços levantados, estendendo-se para trás
enquanto se arqueava para eles. Era delicioso, tanto prazer correndo e pulsando
através de seu corpo. Sentia-se como um cabo carregado, a eletricidade faiscando
de terminação nervosa em terminação nervosa, e era incapaz de detê-la.
Gemeu de prazer, porque parecia não haver outra forma de tratar com isto.
Deitou-a sobre o amplo assento, tombando-a de costas, a pele cálida contra
as costas enquanto a acariciava com a mão ao longo do transpirado estômago
para a cintura das calcinhas. Abaixo, Mika estava acariciando com suas mãos
lubrificadas de óleo sobre as coxas nuas massageando com os dedos e polegares
a carne até que as conseguintes sensações lançadas em sua vagina a tiveram
lutando para continuar deitada, para evitar retorcer-se sob o prazer.
Ela observou enquanto Thur se endireitava, movendo os dedos para os
botões de sua camisa, abrindo o tecido rapidamente e tirando-a.
Estava se despindo enquanto ela o observava. Lua choramingou. Ela
desejou gemer e não pôde. Quando ficou nu, completamente nu e o grosso e duro
comprimento de sua ereção se liberou de seu corpo, ela ficou sem fôlego.
Abriu os olhos de par em par. Estremeceu, tremeu quando suas mãos a
acariciaram subindo pelas pernas, os cílios descendendo sobre os olhos quando ele se inclinou para ela.
Chupou-o. Nunca tinha conseguido prazer com isto antes.
—Deliciosa. —Gemeu Mika—Ah, doce, sua boca. Tão bonita.
Atrás dela, os dedos de Mika estavam penetrando seu traseiro, e não se
importou. Abriu as pernas para ele, encheu sua boca com Arthur e ouviu o
estrangulado gemido enquanto saía seu nome dos lábios.
Empurrou os quadris para trás, contra Mika, sentindo os dedos movendo-
se em seu interior.
—Agora. —Ela levantou os lábios do membro de Arthur, lambeu-lhe a
ponta, e o olhou fixamente—Tome agora, Arthur. Por favor.
—Está preparada. ---Mika lhe beijou a nádega, passando a língua sobre
ela, e pressionou os dedos em seu interior—Pode tomar a ambos agora.
Arthur a olhou fixamente.
—A ambos, Lua.
Não ia permitir que ela o interpretasse mal. Não ia permitir que se sentisse
traída mais tarde.
—Sim. A ambos. —Não houve vacilação em sua voz, ou em seus aturdidos e
Aumentava em seu interior, uma necessidade em si mesmo que quase a
atemorizava.
Arthur tomou o preservativo que lhe estendeu Lua, desenrolou-o
rapidamente sobre seu membro e puxou Lua para ele. Atraiu seus lábios, beijou-
a, devorando o sabor dela enquanto a girava até que pôde deitar-se na ampla
poltrona de pele, arrastando-a sobre ele, colocando-a até que ficou em cima
escarranchada.
Não teve que guiar seu membro, ela o fez por ele. Dedos de seda
envolveram o eixo e Lua baixou os quadris, as dobras escorregadias se abriram e
ela ficou quieta.
Arthur pressionou para cima enquanto Mika se movia atrás dela, os
dentes mordiscando o ombro enquanto Lua tremia e mais de sua nata se
derramava sobre o embainhado comprimento do membro.
Arthur teve que lutar para conter o controle. A vagina de Lua era quase tão
apertada quanto seu traseiro. Os músculos o apertavam enquanto deslizava
dentro. Diabos, como se ele não usasse preservativo para começar. Era tão doce,
tão quente e apertada que podia sentir cada ondulação das contrações que o
rodeavam enquanto entrava nela.
Lua sentiu a queimação do estiramento, o empalamento, inclusive enquanto
sentia Mika atrás dela, os lábios descendo por sua coluna, a língua lambendo,
as mãos obstinadas em seu traseiro, balançando-a sobre o membro de Arthur.
Ela estava ardendo.
—Tão perfeita. —gemeu Arthur debaixo de Lua.
—Um tesouro —esteve de acordo Mika empurrando-a para o peito de
Arthur.
Uns braços musculosos a rodearam, pálidos olhos verdes obscurecidos
quase da cor do musgo a olharam enquanto ela lutava por concentrar-se.
Estava completamente enterrado nela agora. Estava apertadamente
estirada, e Mika estava tirando os dedos, movendo-se atrás.
—Ah, tão doce. Sabe que aqui só há prazer. —cantarolou Mika.
Lua levantou a cabeça com um grito. Um grito estrangulado enquanto
começava a tremer. Os olhos completamente abertos enquanto olhava para
Arthur. Mal podia vê-lo. Uma neblina de prazer em vermelho vivo cobriu sua visão
e lhe rasgou o corpo.
—Merda. Está gozando, Mika?.
—Ah, sim. —Mikad soou como se obrigasse a soltar as palavras de seus
lábios— Tão apertada. Tão apertada.
Estavam se movendo. Deslizando para trás e para frente, retirada e invasão ,até que ela sentiu crescer dentro outra vez, subindo por sua coluna.
Fizeram amor no carro e ela se deleitou com os dois homens maravilhosos que a tomaram!
Não ia lamentá-lo. Se não acontecesse nunca mais, então só teria isto para
recordar. A noite em que Arthur Aguiar fez que dois anos de inferno valessem a
pena.
Lua disse a si mesma que isso era tudo o que seria. Só prazer. Não ia permitir se preocupar por ninguém mais de novo. Tinha feito essa promessa dois
anos atrás, e não a romperia agora.
A noite em que tinha lhe dado só prazer.
A limousine parou e eles já estavam decentemente vestidos.
Desceram do carro e ela os convidou para subir. Mika negou- se mais Arthur assentiu.
Se amaram mais durante algumas horas e quando ela acordou ele estava ao lado dela na cama e então ele....
Agarrou-lhe a mão esquerda, brincou um momento com seus dedos e logo,
enquanto ela olhava com muita surpresa, deslizou um diamante em seu dedo
anelar.
—Arthur? —Levantou a cabeça, olhando-o nos olhos.
O cabelo escuro dele estava despenteado ao redor do rosto e só enfatizava o
castanho claro de seus olhos.
—Vai casar comigo.
Lua quase riu. Não estava perguntando. Era uma ordem. Uma ordem que
trouxe um sorriso aos seus lábios.
—Sério?
—Sim, sério. —As mãos lhe emolduraram o rosto— Se tivesse que viver
muito mais sem saber que é minha para sempre, talvez não pudesse funcionar.
Ian poderia me despedir. Então, onde iria?
Os lábios dela se torceram.
—Rutherford sempre poderia contratá-lo. —sugeriu.
Ele a olhou com determinação de aço.
—Acreditei que era só por prazer —disse então Lua, sabendo tal como sabia
ele, que sempre tinha sido mais.
—Por amor, Lua —sussurrou—.Amo você com tudo o que sou. Se case
comigo.
—Só tem que pedir. —assinalou.
Voltou a olhá-la e viu todo esse amor, sentiu todo esse amor.
—Não há nada que queira mais que me casar com você. —disse em voz
baixa.
Tocou sua bochecha. Seu polegar roçou os lábios.
— Amo você —sussurrou— Mais do que pensei que poderia amar.
—E eu amo você, mais do que qualquer mulher deveria ser capaz de amar.
Seus lábios se encontraram, seus corações e pela primeira vez em suas
lembranças, Arthur soube que algo, alguém, era totalmente dele. Mas ainda mais,
pela primeira vez em sua vida, pertencia a alguém.
Créditos:Chris (CFC)
Fim!!!


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