segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Noiva por acidente

Capítulo 10


A cabana estava quieta, as crianças estavam na cama. Ele podia ouvir Lua se movendo, o
som da água sendo despejada, como se…
A atenção dele de repente voltou. Ela estava se banhando.

Em uma cabana pequena e não haveria nenhum lugar para um banho, e qualquer água
quente teria que ser aquecida naquele fogo. Isso queria dizer que…

A boca dele secou enquanto ele pintava a imagem dela na mente.
Ela teria que ficar de pé em algo como uma bacia. Ele tragou, as orelhas tentando ouvir cada
som, imaginando-a nua diante do fogo, a luz das chamas acariciando cada curva deliciosa e oca
enquanto ela estava lá na pequena bacia, se lavando.
Ele ouvia o cair da água. No olho da mente, ela imergia a flanela na água, então a apertava e
ensaboava. Ele parou no silêncio que seguiu, ouvindo os sons mais suaves de movimento
enquanto ela se esfregava com o pano úmido e com sabão sobre sua pele cremosa, nua.

O que ele não daria para ser aquele pano agora. No Peru, uma vez, duas jovens moças o
haviam banhado - uma forma de hospitalidade que ele nunca encontrara antes. As meninas não
pareciam infelizes com sua servidão; de fato, tinham sido muito joviais. Elas o lavaram por toda
parte com risadinhas e carícias astutas e se transformou em uma folia que durou a metade da
noite. Ele tinha memórias muito aficionadas por esse estilo de...

Outra memória! Ele pensou com uma onda de alívio. E como antes, veio quando ele não
estava tentando pensar ou se lembrar. Não pensar era a chave, então.

Mais sons de água o distraíram. Soava exatamente como se ela estivesse despejado um
balde cheio de água por cima de seu corpo ensaboado. Ele quase podia ver os regatos gotejando
por seu corpo.

Se ele levasse a Senhorita Lua para um banho turco, ela o deixaria lavá-la? Ela o lavaria?
Ele estava doendo com desejo.
Havia apenas uma cortina vermelha enfraquecida entre os dois. Um cavalheiro não olharia.
Ele não era um voyeur.(É o indivíduo que consegue obter prazer sexual através da observação de outras pessoas.)

Por outro lado, ela não o advertiu para não olhar.
Não era como se ela não soubesse que ele estava lá, ou que ele podia abrir as cortinas para
olhar - e ele havia feito isto várias vezes antes. Ainda que ela não dissesse nada. Talvez ela não se
importasse se ele olhasse. Talvez ela até quisesse que ele olhasse.

E se ela estava tentando seduzi-lo, estando nua diante do fogo e se lavando? Ele não queria
ficara ausente. Além disso, ela ficaria fria.

Olhar, ele decidiu, era a coisa correta a fazer.
A boca estava seca e o coração estava batendo enquanto ele se debruçava adiante, lenta e
cuidadosamente, recuou a cortina e olhou.

O fogo dançava. Uma vela chamejou. Não havia nenhuma sereia nua o esperando. O
cômodo estava vazio. Não havia ninguém lá.
Ele ainda podia ouvir o som da água caindo.
—Você está aí, Senhorita Blanco?— Ele gritou.
—Estou na copa. — Ela soou surpresa, um pouco agitada. Ela poderia, ele supôs, estar se
banhando na copa, mas estaria frio lá.
—Você está bem?— Ela disse depois de um momento. —Você quer algo?
Ele queria. Ele a queria.

Continua....

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