Capitulo 11
—O que você está fazendo?— Ele perguntou.
Ela hesitou.
—Só lavando algumas partes.
Mas que partes ela estava lavando?
—Você pode vir aqui um momento?
—É urgente?
—Sim. — A voz dele coaxou enquanto ele dizia isto. Ele estava como uma pedra e dolorido
por ela.
—Oh, muito bem. — Ele ouviu o som da água, muito água. Ele se segurou.
Ela viria para ele nua e molhada? Ou envolta modestamente em um pano grande que a
cobriria do topo cabeça até o dedão do pé, agarrado encantadoramente onde ela estava úmida.
—O que foi? — Ela veio, enxugando as mãos em um pano, vestida exatamente como esteve
o dia todo. Coberta do topo da cabeça até o dedão do pé em camadas de roupa. Camadas
espessas, droga, todas firmes e abotoadas até em cima.
Ela deu a ele um olhar expectante e interrogativo. Ele disse a ela que era urgente. Ele não
podia pensar em nada para dizer.
—Água— ele disse finalmente, como um grande estúpido. Afortunadamente a voz dele
ainda coaxava.
Ela o trouxe uma xícara da água e ele bebeu sedento. Ele estava, mas não pela água. Ela
cheirava a cera de abelha e flores, mas ela sempre cheirava assim.
—Outra?— Ela perguntou e ele anuiu com a cabeça.
Ela foi buscar outra xícara e esperou, a cabeça curvada em pensamentos enquanto ele bebia.
E foi quando ele notou o cabelo dela. Ela normalmente o usado em um coque no topo da cabeça,
mas de noite ela o soltava, como uma massa gloriosa, escovava e então fazia uma trança sedosa.
Hoje as mechas da trança estavam inegavelmente úmidas. Os dedos dele coçavam para desfazer a
trança, espalhar os cabelos dela sobre o travesseiro e afundar a cabeça nele.
—Você acabou de tomar banho?— Ele perguntou.
—Eu estava lavando as peças das crianças— ela disse decisivamente, mas as bochechas
coraram, e não era por causa da luz do fogo ou do brilho das velas. Ela tomou a xícara e
retrocedeu sem dizer uma palavra.
Ele se deitou de volta, tranquilamente triunfante. Ele não estava enganado. Ela havia
tomado banho. Para ele. Logo ela viria para a cama, fresca e fragrante.
Ele mal podia esperar...
Ela pôs a xícara na mesa e desapareceu, retornando momentos mais tarde com um pacote
pequeno de panos trançados. Ela agitou cada um com um estalo e os pendurou em uma linha que
amarrou com barbante sobre o forno com um ar bastante firme, caladamente enfatizando que ela
realmente havia lavado as roupas das crianças.
Os lábios dele tiveram um espasmo. Isso não significava que ela não tivesse tomado banho.
Ela esvaziou uma pilha de renda, penas e tiras sobre a mesa. Então tomou um chapéu e
começou a destruí-lo.
—O que você está fazendo?
—Renovando um chapéu. As damas na aldeia me pagam para ajeitar seus chapéus velhos: é
muito mais barato do que um chapéu novo, e eu tenho talento para isto. — Os dedos ágeis dela
trabalhavam depressa, rasgando as tiras enfraquecidas e espremendo as flores do capacete
desalinhado.
—Não seria mais fácil fazer isso à luz do dia?
—Sim, mas tenho estado ocupada. — Ela se curvou sobre o chapéu.
Luz do fogo dançava pelo cabelo dela e a luz da vela dourava sua pele enquanto ela se
curvava sobre a tarefa com uma pequena carranca de concentração. Ela nunca parava de
trabalhar. Ele nunca a via apenas sentar e ficar à toa. Era culpa dele que ela estivesse atrasada no
trabalho, e o pensamento o deixou bravo.
Ela removeu os últimos enfeites antigos do chapéu e então o escovou vigorosamente por
toda a parte com uma pequena escova de arame.
—Como você ficou nessa vida?— Ele perguntou abruptamente.
Os dedos voadores dela pararam por um momento, então voltaram ao seu trabalho
ocupado.
—Como o que?
—Viver na pequena cabana de operário, aparentemente o suporte exclusivo de cinco
crianças pequenas. Pelo seu sotaque, você não nasceu para isso.
—Não. — Ela pegou o chapéu nu e de aparência triste e o colocou sobre a chaleira e o segurou sobre a fumaça saindo da bica.
—Então como você veio parar aqui?
—Meu pai morreu endividado. — Ela apertou o chapéu sobre uma tigela invertida e o alisou
com as mãos.
—Não havia nenhum parente que você pudesse contar?
—Nenhum queria todas as crianças. Um primo distante, muito rico teria tomado Susan.
Apenas Susan. Nenhuma criança inconveniente ou ruidosa, e certamente não a Jane. Ela teve a
audácia de dizer para mim, ‘apenas os bonitos’.
Ela pegou uma agulha e começou a bordar uma tira no chapéu, os pontos apunhalando
furiosamente o tecido. —Bonitos, francamente! Jane é um doce, um amor de criança e só porque
ela não é tão bonita quanto a Susan… — A agulha apunhalava o chapéu com movimentos precisos,
bravos. —Ele disse que consideraria Lucy quando ela ficasse mais velha, que ela prometia ficarbonita, também.
—Você doaria a Lucy?— Ele disse, surpreso.
Ela girou e deu a ele um olhar longo, considerativo.
—Você acha que a Lucy é minha filha, não minha irmã.
—Não, não— ele começou, mas se perguntou se de fato achava.
—Ela não é— ela disse com tom que não admitia dúvida. —Sim, ela é muito mais jovem do
que os outros, e ambos somos ruivas, mas olhos da Lucy são azuis, como os dos meus irmãos e
irmãs, e os meus são castanhos. — Ela alisou várias tiras, selecionou uma bronze e pegou de novo
a agulha.
Os olhos dela não eram marrons, eram da cor do conhaque ou do xerez, um ouro escuro e
luminoso. Intoxicante.
Continua....
Obs: Nossa os capitulos tão grandes em? Se vcs não estiverem gostando comentem que irei encurtar!


2 comentários:
Não deixa assim ta bom, mais se quiser aumentar um pouko seria melhor...bjks e Posta++++++++++
nao encurta, mas posta maaaaaiiiiissss
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