
Capítulo Único
Estavam ali, sentados na areia, olhando para o nada. E agora, o que fariam? Será que achariam eles, ou ficariam perdidos ali? Meu deus, até quando ficariam perdidos ali? - E se não acharem a gente? – Sophia perguntava, apavorada, se agarrou ao namorado e começou a chorar.

- Se ficarmos aqui por muito tempo, o que iremos comer, e onde vamos dormir e... E se tiver algum bicho e quiser nos devorar? – Lu falava andando de um lado para o outro. – Ain God! - Se Sops era dramática, Lua não ficava atrás.

No meu caso, acho que eu simplesmente enlouqueceria se eu me perdesse em uma ilha. Claro que não, se eu estivesse com um cara lindo do lado! - Calma, meninas, muita calma nessa hora. Vamos explorar. Talvez a gente ache alguma pessoa que more por aqui. – Pedro era o mais centrado, e apesar de estar com medo, ele tinha que dar uma de forte, pelo bem do grupo. O que? Vocês não estão entendendo nada? Tá bom... Vou explicar. Mais vai ter que ser desde quando todos da turma se conheceram, então lá vai um resumão. Lu e Pedro sempre foram amigos. Os dois moravam na mesma rua e também estudavam na mesma escola desde o primário. Na escola eram amigos de Chay , Micael e Mel . Mais tarde, juntaram-se a turma, Sophia e Rayana , que eram primas e só depois, bem depois, na 8º série para ser mais exata, Arthur completou o grupo. Sops e Micael eram namorados, Chay e Mel tinham um rolo, Pedro e Rayana se gostavam, mais nunca assumiam nada eArthur gostava de Lu que, por sua vez, ignorava o garroto. Eles estavam no 3º ano do segundo grau, nas férias do meio do ano, e resolveram que iriam viajar para um hotel que ficava a beira mar, porém o motor do pequeno navio em que estavam pegou fogo, eles se desesperaram, pegaram um bote e abandonaram o navio, só que se perderam e agora estavam em uma ilhota, perdidos e... Perdidos. Entendeu agora? Ah, e quem sou eu? Apenas uma intrometida que está contando essa história, não liguem para meus comentários loucos e idiotas. - Isso mesmo, Pedro . Vamos procurar alguém... Vamos nos dividir e em uma hora nos encontramos aqui, tudo bem? – Arthur ia falando. – Vamos ver os grupos, o Micael e o Chay não podem ficar juntos porque o Micael se apavora e o Chay vai pirar. - Ei, eu não me apavoro. - Micael se defendia. Sim ele se apavorava. - Que seja... Olha, vai o Micael e o Pedro e... – Lu falava, mas foi interrompida por Sops .

- Eu vou com o Micael – Disse. - Ah, e eu vou com a Sops – Foi a vez de Rayana . Ela não desgrudava da prima por nada. Só pelo Pedro , mas isso não vem ao caso. - Não Rayana , eu quero ir com o Pedro . - Lu dizia, se agarrando ao amigo, ele era o porto seguro de Lua , sempre fora assim. - Mas não mesmo! – Rayana puxava Lu , empurrando-a para o outro grupo. – Eu tenho que ir com a Sophia . - Sei bem com quem você quer ir Rayana – Mel disse fazendo Pedro e Rayana corarem no momento. - Tudo bem, pequena, o Arthur cuida de você! – Pedro disse para Lu recebendo um olhar assassino da garota e vendo umArthur desconfiado. - Erm... Quer dizer... Você tem que ajudar à Mel a controlar o Chay . - Hey, não me mete nessa história. – Chay dizia. - Baby, não discuta, de qualquer forma, nós vamos juntos. – Lu soltava uma piscadela para Chay , que mandou um beijinho em resposta. Todos seguiram cada grupo para um lado, andaram, andaram e depois de mais ou menos uma hora voltaram a se encontrar na praia. - E ai? Encontraram alguém, ou alguma coisa? – Mel logo perguntou ao outro grupo. - Nós encontramos uma casa, mais não tinha ninguém, ela parece estar abandonada há alguns meses, mais dá pra gente dormir por lá! E vocês, encontraram algo? – Pedro dizia. - Bem a gente encontrou uma pequena cachoeira, ou seja, água doce! – Arthur disse. - Também encontramos algumas arvores frutíferas, dá pra gente conseguir alimento. – Lu disse. – Mais acho que o que temos para comer dá para hoje! Vamos logo para essa casa, que eu to muito cansada. - Isso, vamos logo, Sops , traga minha bagagem – Micael dizia com a voz autoritária, imitando aquelas donas bem chiques que só mandam. - Hey, baby! A fêmea da relação sou eu, meu amor! – Sops falou, dando tapinhas nas costas do namorado. – Minha bagagem é toda sua! Depois de algum tempo, eles chegaram a casa, era grande, de madeira. Tinha uma escada que levava até uma pequena varanda. A parte de dentro era organizada, apesar de empoeirada, alguns móveis velhos e rústicos decoravam o local. Havia dois quartos e em cada um, duas camas de solteiro, na sala havia uma estante e algumas poltronas e na cozinha tinha um fogão à lenha e uma pequena mesa com algumas cadeiras. - Eu até gostei da casa, mais quem seriam esses doidos que moravam em uma ilha longe de tudo? Talvez foi por isso mesmo que abandonaram-na! – Micael disse para si mesmo. - É, aqui tá só a poeira, mas tá bom para passarmos a noite. - Rayana disse. - E a questão das camas? Só tem quatro camas de solteiro, quem vai dormir com quem? – Arthur disse. Como ele queria dormir, apenas dormir ao lado de Lu , mais ele sabia que a garota nunca iria aceitar, não sabia por que ela o tratava daquela forma, por qual motivo ela o ignorava tanto, ele só queria entender. Acreditem, ela tinha seus motivos. Eu sabia e você vai saber daqui a pouco. - Sops você dorme comigo não é meu amor? - É claro que sim little Micael! – Sophia respondeu ao namorado. - Mel , dorme comigo?- Chay perguntou com um sorriso pervertido. - Claro que não, seu tarado, eu vou dormir com... Com a... A Rayana , eu vou dormir com a Rayana . - Ótimo, sobrou três garotos para eu escolher! – Lu revirou os olhos. Foi para o lado de Pedro . – Eu já dormi na sua casa mesmo, na mesma cama não vai fazer tanta diferença assim. - Ei, eu não quero dormir com o Chay , ele é sonâmbulo. – Arthur disse. - Ei, o máximo que o Chay faz é andar pela casa, ele não vai matar ninguém não, depois do “passeio” ele volta para a cama e dorme. – Falou Micael . Na verdade, uma vez o pai de Chay pegou ele com a faca na mão em meio a uma crise de sonambulismo, mais ele não queria matar ninguém, só estava cortando o pão. - Obrigado por me defender dude! – Chay agradeceu dando tapinhas nas costas de Micael .

Então ficou certo assim: Micael e Sops e Chay e Arthur em um quarto, Pedro e Lu e Mel e Rayana em outro. Isso mudaria durante a noite. Estava ficando escuro, as meninas haviam limpado a casa, que agora já estava... Habitável sem a presença de tanta poeira e teias de aranha. Com certeza eu gostaria muito mais do local se houvesse eletricidade. Por sorte tinham achado muitas velas, junto de várias outras coisas como panelas, copos, jarras e até lençóis limpos. Eles comeram alguns sanduiches que tinham levado, pelo caso de sentirem fome na viagem. Ficaram conversando sobre a possibilidade de seus pais já estarem procurando por eles, o que acalmou bastante a todos, principalmente as meninas que estavam apavoradas e logo foram dormir, porém de noite... - Mel afasta ai, eu to quase caindo. – Rayana tentava falar baixo para não acordar os outros. - Amiga o Chay tava sonâmbulo e veio deitar aqui. – Mel disse. - Acorda ele, tá muito apertado. - Rayana , você sabe que não pode acordar sonâmbulos, vai que acontece algo com ele! – Mel explicava. - Hey, baby, vem pra cá, a cama parece ser maior! - Pedro disse, dando espaço para Rayana deitar ao seu lado. Rayana se aconchegou ao lado de Pedro , ficando bem grudadinha com ele, afinal era uma cama de solteiro e ainda tinha Lu que estava do outro lado de Pedro . Estava apertado, mais os dois estavam gostando tanto de ficar ali, sentindo um ao outro que logo adormeceram. Só que logo foram acordados por um barulho. - Porra! – Lu disse logo que sentiu dor, quando abriu os olhos, ela constatou o que já achava que tivesse acontecido. Sim, ela estava no chão, havia caído da cama. - Lu, tá tudo bem? – Pedro perguntou. – Desculpa se tá apertado, mais e que a Rayana tava... - Nah, não liga Pedro, to bem sim... Eu vou beber água! – Ela disse se levantando do chão e caminhando em direção a porta. Lu foi saindo do quarto em direção a cozinha, onde eles tinham deixado uma garrafa com água. - O quê que você está fazendo aqui? – Perguntou ao ver Arthur encostado na mesa. - Tomando água.- Ele disse, levantando o copo. - Eu acordei assustado por um barulho e resolvi tomar água. – Deu de ombros. O barulho era Lu. - É, acho que... O barulho foi... Eu! Quer dizer, eu caí da cama. O Chay tá com a Mel e a Rayana foi para a minha cama, então ficou apertado. – Lu disse enquanto tomava a água que havia colocado em seu copo. Foi caminhando até a porta, abriu, e continuou caminhando em direção a varanda. Arthur a seguiu. - Você não vai voltar a dormir? – Ele perguntou, vendo-a balançar a cabeça negativamente. - Aqui as estrelas são tão lindas, tão mais visíveis. Na cidade nós não temos o privilégio de vê-las assim, tão brilhantes. – Lu falava. Arthur apenas concordou olhando a menina que olhava o céu, fascinada. Ele sabia que ela amava estrelas. Lembrava que ela era fissurada pelo espaço e tudo o que fosse ligado a isso. E ele lembrava também que eles ficavam olhando a lua e as estrelas e que ele havia guardado muito dinheiro para comprar um telescópio para ela, o mesmo que ela devolveu antes de... Antes de deixá-lo. Ele viu a menina abrir a boca em um bocejo, percebendo que ela estava com sono! Pensou por um momento. Não custa nada tentar, . Ele tentou. - Lu o Chay tá lá com a Mel e eu estou sozinho na cama, você não quer... Ir dormir lá? – Ela o olhou, mais antes que pudesse responder algo, deu outro bocejo. – Vamos, dá pra ver que você tá com sono! Ela concordou? É claro que sim. Arthur pegou na mão dela e a puxou para dentro da casa, valeu à pena tentar, pensou ele. Lu sentiu a mão de Arthur na sua, como ela sentira falta daquilo, ela gostava tanto dele, mais não queria sofrer, de novo não, por isso passava a maior parte do tempo o ignorando, mais tinham momentos, momentos como esse, que não dava para ignorá-lo, ele era tão fofo. Ela deitou, sendo seguida por Arthur que ficou todo encolhido, estava morrendo de vontade de abraçá-la e dormir agarradinho com ela, mais tinha medo de que se fizesse isso, ela desistisse de dormir ali. Uma dica: ela queria que ele a abraçasse. Lu virou de lado, dando maior espaço para Arthur , que quando foi se ajeitar colocou a mão inconscientemente na cintura da garota. Ele tirou rapidamente. - Eh... Me desculpe! – Ele falou. Ela não queria que ele tivesse tirado. Ela pegou o braço de Arthur e colocou em volta de sua cintura, passando seu próprio braço por cima, fazendo com que ele a abraçasse. Mesmo sabendo que sofreria fazendo aquilo, se não fizesse seria mil vezes pior. Ele, por sua vez, apertou o abraço e sentiu o doce cheiro inebriante que vinha da menina. Dormiram daquele jeito, que fazia tanto bem e tanto mal a ambos. Foi uma ótima noite para todos!

- Ei, temos que ver o que vamos comer, eu estou com tanta fome. – Chay dizia. - Que tal se nós formos tomar banho de cachoeira, as frutas ficam pertinho, daí nós já comemos. – Arthur deu a idéia e todos concordaram. As meninas já não estavam mais tão apavoradas quanto no dia anterior, vestiram seus biquínis e seguiram, junto dos meninos, para a cachoeira. Passaram o dia se divertindo, tomando banho e comendo muitas frutas, voltaram de lá à tardinha trazendo consigo, várias frutas para se alimentarem, afinal, só tinham isso para comer. As meninas improvisaram o jantar e depois, todos resolveram fazer uma fogueira em frente à casa e sentaram em alguns troncos, os meninos pegaram os violões que haviam levado para a viagem e então começaram a tocar e cantar. Foram dormir bem tarde. No meio da noite, Arthur se levantou, não conseguia dormir, pois quem estava ao seu lado não era quem ele queria que estivesse e nessa noite Chay não tinha ido dormir na cama de ninguém. Decidiu ir lá para fora olhar as estrelas, ele sempre fazia isso quando não conseguia dormir, era uma maneira de lembrar Lu , de tela perto, mesmo não sendo verdade. A fogueira ainda estava acesa, sentou em um dos troncos e ficou lá pensando na noite anterior, como foi bom ter Lu em seus braços, sentir o seu perfume e naquele momento ela não o ignorava, ela, como ele, também sentiu a eletricidade que passava de um corpo para outro. Ficou ali tão absorto em seus pensamentos que não percebeu a aproximação de alguém. - O que você faz aqui? – Lua perguntou, sentando-se ao lado do menino. - Eu estou só... Pensando! Não consegui dormir. – Respondeu. – E você? O que faz aqui? – Era bom ter ela ali, mas ela deveria estar dormindo. - Também não consegui dormir. – Deu de ombros. – Arthur , e se não acharem a gente? Na verdade ela também não conseguira dormir porque estava pensando nele, mas preferiu não dizer. - Vão achar Lu , eu tenho certeza que nossos pais já estão nos procurando, não fica com medo tá? – Arthur foi falando e, sem perceber, pegou na mão da menina, com a mão livre Arthur acariciou os cabelos dela, vendo-a fechar os olhos. Ela estava tão linda na luz daquela fogueira. Ele foi chegando mais perto e ambos já sentiam a proximidade de seus corpos, de seus rostos. Lu estava se deixando levar, estava tão fragilizada por tudo o que acontecera que não conseguia se afastar de Arthur e de todo aquele sentimento que sentia por ele. Mais precisava se segurar, precisava se controlar, não queria sofrer tudo de novo. - Não Arthur! – Falou se afastando, quando percebeu que estavam prestes a se beijarem. - Por que não Lu? – Arthur bufou visivelmente frustrado. Ele queria muito isso e ela também queria, porque não se deixava levar? Quer saber porque eles não estavam juntos de uma vez? Então lê ai que eu te conto. - Por que eu não quero passar por tudo o que já passei e sofrer novamente. Não quero que você faça o que fez comigo por uma segunda vez. – Falou com a voz chorosa. - Eu já fui forte o bastante da primeira vez, mas não sei se aguentaria uma segunda. - Do que você está falando? – Arthur estava confuso. – Você sofreu por quê? Quem sofreu fui eu Lu! Sofro até hoje. - Você sofre? – Falou com um sorriso cheio de sarcasmo. - É claro que sofro. Poxa, foi muito duro pra mim, você foi dura comigo. Você tem alguma noção do que eu passei? – Arthur lembrava de tudo o que havia guardado durante quase três anos. – A gente se conheceu e eu logo me apaixonei por você, você era minha vida Lu , eu nunca tinha gostado tanto de alguém como gostava de você, até hoje, nunca gostei de alguém assim. - Ah, é claro Arthur , você me amava! – Sarcasmo mais uma vez. - Pare com isso, você está sendo cruel, foi você quem me deixou sem nenhuma explicação, Pedro disse para eu te dar um tempo, disse que você precisava pensar... Eu dei esse tempo, mas quando você voltou só me ignorou, e eu fiz o que? Sofri e mesmo sem saber o porquê de tudo isso eu te perdoei, eu não fiquei com raiva de você, mais não dá Lu , você só me faz sofrer, cada vez mais. – Arthur dizia e Lu já tinha os olhos cheios de lágrimas, ele odiava vê-la chorando, porém não estava mais aguentando tudo isso, ele precisava de uma explicação e ele queria agora. - Como você consegue mentir tanto garoto? Você não acha que já chega de mentir para mim? Você nunca me amou, você se quer me levou a sério. Eu te amava muito, e confiava em você, acho que por isso doeu tanto quando eu te vi agarrado com a Hillary naquela festa, e o pior era que você sabia que eu estava lá! – Lu agora já soluçava. Lembrar de tudo aquilo lhe causava uma dor enorme, mas ela não aguentava mais ouvir aquelas mentiras de Arthur. O garoto observou a menina chorando, não estava acreditando que Lu , a sua Lu tinha o deixado por causa daquele mal entendido. Sim, era um grande mal entendido. - Lu eu não te traí, nunca faria isso! Aquela menina era louca, ela ficava atrás de mim, dizendo que me amava, mesmo eu dizendo que tinha namorada e que não queria nada com ela, ela ficava no meu pé e naquela festa ela me enganou, inventou uma história maluca dizendo que tinha uma menina se afogando e quando cheguei lá perto da piscina ela me agarrou, falou que naquela noite eu não escaparia e que eu iria ser dela. – Arthur explicava o que acontecera naquela festa, falava e gesticulava muito rápido. Vou contar a vocês um pouco de Hillary Smith. Ela era uma típica patricinha fresca que não suportava ver ninguém feliz e sempre, sempre que via um garoto, que ela achava no mínimo bonitinho, namorar com alguém, ela ficava infernizando até conseguir acabar com o namoro. E foi o que ela fez com Arthur e Lu. - Ah, Arthur , não vem com essa, eu vi você beijando ela! – Lua não acreditava no que o garoto dizia. -Eu to falando sério Lu , eu não correspondi a aquele beijo, eu a empurrei e fui atrás de você pra gente ir embora, eu não queria mais ficar na festa daquela maluca e ia te contar tudo, mais quando eu te procurei o Micael me disse que você tinha ido embora e que o Pedro tinha falado para eu não te procurar. Arthur precisava fazer com que Lu acreditasse nele, ele já havia passado mais de dois anos sem a garota que ele amava, e agora que sabia o motivo da distância, não iria deixar que isso o impedisse de ficar perto dela. - Você não atendeu as minhas ligações e quando fui até sua casa eu soube que você estava viajando. Quando voltou foi assim, me ignorando e nunca quis conversar comigo. Se você tivesse me dito antes que era por isso que você me deixou, talvez isso já estivesse resolvido há bastante tempo. – Agora Arthur também tinha lágrimas nos olhos, ele custava a acreditar que tanto tempo foi perdido por conta de um mal entendido. - Arthur é complicado pra eu acreditar no que você está falando, eu me machuquei demais todo esse tempo achando que você tinha me enganado e me traído, e agora que você me disse isso eu... Eu não sei se acredito em você. – Para Lu , aquilo tudo era novo, ela ainda não tinha visto essa história por um ponto diferente, até hoje ela só sabia e acreditava que havia sido traída. Acredita nele, fofa! Ele está falando a verdade, eu sei. - Eu sei que é complicado para você entender isso, mais eu só quero que você nos dê uma chance, para pararmos de sofrer. – Arthur pegou nas mãos da menina enquanto falava, ela tinha que dar uma chance para o amor que ele sentia por ela e o que ela também sentia por ele. – Você foi a única menina que eu amei Lu , que amo, desde aquele dia que a gente se conheceu, você lembra? - Claro que lembro, você chegou na escola e Chay e Micael foram logo te receber e te chamar para se juntar a nós. – Lu agora tinha o olhar perdido, lembrando do primeiro momento em que vira Arthur , a partir daquele momento, o garoto nunca mais saiu de sua cabeça. – No instante que eu olhei nos teus olhos e você me olhou de volta, sorrindo, eu sabia que era você, tinha que ser. Arthur sentiu um calor em seu coração quando Lu falou essas palavras, ele sabia que ela havia sofrido muito, talvez mais que ele, mais soube também que aquele amor nunca se apagou do coração dela, como ainda estava no dele. Ele foi se aproximando da garota e colocou uma das mãos em seu rosto, acariciando a pele macia que ela tinha. Enxugou algumas lágrimas que ainda estavam por ali. - Dê uma chance pra gente, pro nosso coração. - Arthur falou, e nesse momento Lu virou seu rosto para encarar o menino. Ela sentiu a respiração quente do garoto em seus lábios e os abriu involuntariamente. Arthur se aproximou o máximo que pode e selou os lábios da menina em um beijo calmo, um beijo que ambos haviam esperado tanto tempo para acontecer. Lu não ofereceu resistência, e se entregou ao beijo, dando passagem para que Arthur o aprofundasse. Como ela havia sonhado que toda aquela história fosse um mal entendido, e só agora seus sonhos viraram realidade. Mesmo assim ela ainda sentia medo, mais seu coração falava mais alto, ela queria dar uma chance para o amor dos dois, ela iria dar uma chance. O beijo foi cessando até não passar de pequenos selinhos, o sorriso de Arthur não cabia em seu rosto e Lu sentia seu coração querer sair pela boca. Ficaram ali, bem próximos, mas apenas olhando um no olho do outro. Aquele momento era mágico para os dois, como se fosse o primeiro beijo. Era um dos momentos mais lindos que vi ou que já narrei. - Você lembra o nosso primeiro beijo? – Arthur perguntou, vendo a menina assentir. – Sabe eu... Eu me lembro dele todos as noites antes de dormir.

Lu estava na casa de Pedro esperando o garoto que tinha ido comprar pizza. Os pais do garoto haviam viajado e era só disso que ele se alimentava, quando não ia almoçar na casa de Lua. A campainha toca. - Seu idiota, o que você esqueceu essa vez? O dinheiro foi? – A garota falava, acreditando que fosse o amigo que estivesse na porta. - Oi! – Arthur falou envergonhado assim que Lu abriu a porta. - Oi! – Ain que vergonha, pensava Lu . – Erm, o Pedro disse que você viria fazer o trabalho. Ele foi comprar pizza. Entra ai! – Deu espaço para que o garoto entrasse. Vai Lu , ele é muito lindo, puxa assunto, fala alguma coisa. A garota pensava, sentada em um lado do sofá enquanto o menino estava sentado do lado contrário. - Hum, você é de onde? – Perguntou. - O que? – O menino pareceu não entender. - Onde você morava antes de vir para cá. – Explicou. - Ah sim, eu morava em Londres, mais meu pai cresceu aqui no interior, então ele veio cuidar dos negócios da família e trouxe minha mãe e eu. – O garoto explicou, achava bom ela ter puxado assunto, queria falar com a garota desde a escola, mais não tinha coragem. – Você mora aqui desde sempre não é? - Sim, eu nasci aqui. É um lugar bom para morar, todo mundo se conhece, mas eu quero ir embora, sei lá, fazer faculdade e depois... Depois conhecer o mundo. – A garota falava sonhadora, enquanto Arthur a olhava admirado, como ela era bonita. Ele se aproximou da garota, sentando bem ao seu lado. - Eu posso te fazer uma pergunta? – Arthur perguntou vendo Lu assentir. – Você é namorada do Pedro? - Não! – Lu achava graça. – Pedro é o meu melhor amigo, crescemos juntos, ele é como se fosse meu irmão. - Ah, que bom! – Arthur falou, vendo a garota corar. Foi ai que tudo aconteceu. Ele colocou uma das mãos no rosto de dela. Ela fechou os olhos, sentindo o toque do garoto. Ele se aproximou e lhe deu um selinho, depois se afastou olhando o rosto a garota. Ela abriu os olhos vendo que Arthur a encarava. Sorriram um para o outro, iniciando então um beijo urgente e calmo ao mesmo tempo. Ambos queriam muito aquilo.
Ficaram ali por um bom tempo, abraçados e olhando as estrelas, Lu mostrava para Arthur as constelações. -Olha, ali é a Ursa Maior, está vendo? - Lu , de verdade, eu só consigo ver um monte de estrelas. – O menino se esforçava para ver algo, mas era só isso mesmo que ele conseguia ver, um monte de estrelas. - Ai Baby, quando nos acharem, nós vamos procurar um curso de astrologia pra você. Assim não dá para ficar. – Lua fazia bico. - Sim senhora, eu faço sim, mais só se você fizer junto comigo! – Arthur falou e logo deu um beijo estalado nos lábios da menina. - É claro que faço, você sabe que eu amo tudo isso. – Lu olhou para o céu. – Mas agora tá tarde, muito tarde... Vamos dormir? - Sim, tá certo, vamos dormir! – Ele puxava a garota para dentro da casa. Deram um beijo caloroso, antes de seguirem, cada um para seu devido quarto. Poxa, que bom, também já estava ficando com sono e queria dormir!
-AI MEU BOM DEUS! – Chay gritava acordando todos. - Que foi Chay ? – Pedro aparecia sonolento na porta do outro quarto. – O que aconteceu para esse escândalo tão cedo? Todos olhavam para a expressão assustada do garoto, sem perceber exatamente o porquê da gritaria. - Vocês não estão vendo isso? – Apontou para as pernas de Arthur e todos olharam para o menino. Senhor, qualquer um que visse aquilo, teria se assustado. - Arthur , baby, o que foi isso? – Lu sentou na cama ao lado do garoto passando suas mãos pelo rosto dele. E agora, além do que todos viam na perna do menino, estavam ainda mais assustados pela forma como Lua o tratava. O menino olhou para as próprias pernas e começou a rir. - Isso é alergia! – Falou, Arthur , ainda rindo. Ele já estava acostumado com isso! - ALERGIA? – As sete pessoas olharam-no assustadas. - É, alergia, não sabem o que é? - É claro que sabemos idiota! Mas porque você está com alergia? – Mel perguntou. - Deve ser porque ontem, eu e a Lu ficamos conversando até tarde lá fora e eu acho que alguns, quer dizer, que muitos bichos ferraram minhas pernas. – Arthur explicava. - Ferraram suas pernas literalmente né? – Chay disse e todos riram, menos Pedro , que havia prestado mais atenção em outra parte da explicação do garoto. - Ficaram conversando foi? – Pedro perguntou, olhando diretamente para Lu que abaixou a cabeça, com as bochechas vermelhas. - Foi Pedro , nós estávamos sem sono, então ficamos vendo as estrelas por um tempo... – Arthur explicava mais foi interrompido por Lu . - Olha queridinho, tá tudo mais do que certo, não se preocupe tá? – A garota já havia pulado da cama e estava de frente para o melhor amigo. - Agora vamos lá pra fora, deveríamos ir novamente para a cachoeira. - Mas o Arthur consegue ir com as pernas nesse estado? – Sops perguntou olhando para o garoto. - É claro que eu consigo, eu não estou morrendo nem nada... São só mosquitos. – O garoto falou. – Além disso, eu sempre trago remédios para alergia. Todos foram vestir seus biquínis e sungas para irem à cachoeira. Quando estavam saindo da casa, Arthur veio por trás de Lu , e acreditando que ninguém veria, roubou um selinho da garota que sorriu para ele e o empurrou, brincando. Tinha alguém vendo. Eles foram pegos! - Hey galera, vão na frente, eu esqueci uma coisa. - Pedro disse. - Mel , Sops E Rayana ... – Gritou. - Tomem conta do Chay e do Micael . A Lu e o Arthur vão comigo depois. Arthur e Lua se entreolharam e depois olharam o amigo, que os arrastava para dentro da casa, enquanto os outros já caminhavam felizes, rumo à cachoeira. - Há, eu não acredito Lu , você já esqueceu tudo o que passou? Porque eu não esqueci tudo o que você me disse e o quanto você chorou. – Pedro dizia, olhando indignado para a garota a sua frente. – E você Arthur? Olhe aqui, eu te perdoei pelo o que você fez minha pequena passar, mas eu juro que se você fizer de novo eu arrebento a tua cara. Pedro falava olhando furiosamente para os dois. Foi ele que ficou do lado Lu quando ela pensava que Arthur havia traído-a. Arthur pegou na mão de Lu. - Calma dude, eu posso te explicar tudo. – Arthur falou para o amigo. - É bom que explique mesmo. – Pedro dizia ainda com raiva. Lua era como uma irmã para ele e ele a protegia como tal. Então Lu e Arthur começaram a explicar tudo o que o garoto precisava saber, diziam como Arthur não havia traído ninguém e também tudo o que tinha acontecido na noite anterior. Enquanto isso, lá na cachoeira... - Não Chay, para de tentar me afogar! – Mel nadava desesperada, enquanto o garoto nadava atrás dela. - Eu não quero te afogar, sua boba, eu quero te dar um beijo. – Ele disse, puxando-a para perto. - E quem disse que eu quero beijar você? – A garota fez cara de desdém e mandou língua. Mel , eu sei que você quer! Rayana observava aquilo desesperada, Micael e Sops já estavam na maior pegação e agora Mel e Chay haviam começado o joguinho que sempre faziam. Oh God, ela não queria ficar de vela. - Graças a meu papai do céu vocês chegaram, eu não aguentava mais ficar segurando vela pra esse povo! – A garota disse, vendo Pedro, Arthur e Lu chegarem. - Eu demorei por que estava celebrando a união desse casal! – Pedro disse e só então todos perceberam que Lu e Arthur estavam de mãos dadas e sorrindo aberta e abobalhadamente. - Como é que é? – Todos perguntaram ao mesmo tempo, fazendo-os pensar que tinham ensaiado. - É isso mesmo, eu e a Lu estamos namorando... – Arthur falou. – E sem mais perguntas. - Tá legal, legal, SEU MANDÃO. – Rayana disse, fazendo todos rirem e lembrarem da cena de Procurando Nemo. E depois disso, Lu passou o dia lembrando-se das falas e músicas do filme, porque ela amava e sabia TODAS. Igual a mim! Estavam no meio da tarde e continuavam se divertindo pra valer, Chay e Micael se empanturravam de frutas enquanto Arthur não desgrudava nem um pouco da sua namorada. Pedro também já havia conseguido dar alguns beijos em Rayana que estava toda feliz por isso. - Oh my good God! Acho que nunca comi tanta fruta na vida! – Chay disse, se jogando para trás e deitando na grama. – AAAAAAH, POR DEUS, ALGUÉM ME SALVA, SOCORRO, VAMOS TODOS SER ENGOLIDOS E MORRER. Todos olhavam para o garoto que havia se levantado e começado a correr em círculos com as mãos para cima. As meninas já estavam ficando apavoradas. - Que foi dessa vez seu doido varrido? – Micael segurou o garoto. - Olha Micael . – Chay apontava para o céu. - Você está vendo? É a nuvem negra de Lost, já estamos perdidos, agora ela vai nos engolir e vamos morrer. AH, NÓS VAMOS MORRER! Mel , quero que saiba que eu amo você, sempre te amei. Adeus xuxu. Gente, vocês foram os melhores amigos que alguém pode ter. Eu amo muito vocês. -Hey seu pirado, calma, CALMA. – Sops mandou. – Isso não é nenhuma nuvem de Lost, Chay. É claro que não era...! Só o Chay mesmo. - Ah, não? – O garoto coçou a cabeça. - É claro que não, meu amor. – Lu abraçava o garoto. – Acho que isso quer dizer chuva, muita chuva! Chay abraçou Lu. Depois de Pedro , ele era o segundo melhor amigo da garota. Na verdade ela sentia que Chay precisava de cuidado e proteção, por ser tão desprovido de... Inteligência. Pronto - Eu disse. - Solta ela... – Arthur disse, puxando Lu para o seu lado. - Calma dude, eu não vou tirar pedaço não. – Chay falou, se defendendo. - É baby, ele não ia fazer nada. Além disso, o Chay é minha criança, tenho que cuidar dele! – Lu disse, dando um selinho no namorado e piscando para Chay logo em seguida. - Tá bom, já que é chuva, vamos para casa né? – Pedro falou e todos concordaram, tomando o caminho de onde estavam abrigados.

- Ai meu senhor, muito obrigada! - Louvado seja Deus! A turma estava chegando a casa quando foram abordados por várias pessoas. A mãe de Lu dava vários beijos na filha e a tia de Rayana que era mãe de Sops já estava abraçada com as duas. Somente a patrulha de busca deveria vir resgatá-los, porém as duas fizeram um escândalo para vir junto. Bem típico das mães super protetoras, não acha? - Nem acredito que nos encontraram! – Chay dizia. – Eu não aguentava mais ter que viver de frutas. Que saudade do McDonald’s! Chay , seu cínico, ainda agora você se empanturrava de frutas! - Pedro como você deixa sua amiga se perder no meio do mar, no meio do nada... Como você se perde no meio do nada? – A mãe de Lu perguntava para o garoto. Ela confiava em Pedro . Dizia que o garoto colocava juízo na cabeça de Lu. - Calma tia, a gente tava desesperado, o barco pegou fogo! – Pedro explicava, gesticulando muito rápido. – Tivemos que encontrar uma maneira de escapar! - Meu filho, o barco não pegou fogo, foi apenas um acidente com o motor e todos chegaram à ilha muito bem... Menos vocês. – Um rapaz com uma farda parecida com a de bombeiros falou. É, o barco não pegou fogo mesmo, mais era tanta fumaça, que qualquer um se apavoraria. - É claro não é moço, dá pra ver que a gente não chegou lá! – Mel falou tendo a boca tampada por Chay logo em seguida. Todos entraram no barco da patrulha e voltaram para a cidade. Na viagem, contavam tudo o que se passou no barco e na ilha. O rapaz do resgate contou que eles não correram nenhum perigo porque não havia nenhum animal grande no lugar, o que deixou as mães mais tranqüilas, mesmo depois que já tinham saído de lá.

Dois dias depois do resgate, todos se encontravam na casa de Chay. - O que a gente vai fazer nesse fim de semana? Hoje já é sábado e as aulas já começam na segunda! – Micael perguntou. Todos estavam sentados (lê-se: jogados) na sala enquanto comiam salgadinhos. - É verdade, nós não fizemos nada do que planejamos para essas férias e nem aproveitamos nada! – Pedro disse. - Vocês já decidiram o que vão fazer com o dinheiro que o hotel devolveu? – Arthur perguntou. - Nós fomos ao shopping! – As meninas responderam em coro. - Mulheres... – Os meninos falaram juntos. - Hey, eu tive uma idéia! – Chay falou. - De como gastar o dinheiro? – Pedro perguntou. - Não seu idiota, de o que fazer nesse final de semana! - E o quê? – Todos perguntaram. - A mãe da Lu foi ao supermercado, então vamos passar o final de semana na casa dela, comendo e descansando! – Chay disse feliz. - É claro que não, criatura! – Lu deu um tapa na cabeça de Chay. - Olha gente, eu já vou para casa, se vocês pensarem em alguma coisa, me liguem! – Rayana disse, levantando-se e pegando sua bolsa. – Se alguém quiser carona, eu estou de carro. - Eu vou com você, prima! - Sops também se levantou. - Nós também vamos, não é Mel? – Lu se levantou, junto com a amiga. - E agora restam só os homens... Eca! – Arthur disse com cara de nojo enquanto olhava para os amigos. - Ah, então é assim? – Pedro perguntou com uma expressão divertida. – Então... MONTINHO NELE PESSOAL! Em menos de um segundo, todos os meninos já estavam em cima de Arthur , que gritava desesperado, enquanto as meninas se espocavam de rir. Estava mesmo uma cena engraçada. Depois de se despedirem as meninas foram embora. - E então? O que faremos sem a presença dos meninos? – Sops perguntou enquanto iam para casa. - Sei lá, a gente podia fazer uma noite do pijama na casa de alguém. – Mel deu a idéia. - Isso! Pode ser na minha casa, a minha mãe está viajando, teremos a casa só para nós. – Rayana disse. Ficaram todas em suas casas e combinaram de que estariam na casa de Rayana antes das 19:00 horas. 

- Bem, já que as meninas deixaram a gente, vamos ensaiar? Faz muito tempo que o McFLY não ensaia. – Micael ia dizendo. - Sim, então eu vou pegar alguns salgadinhos enquanto vocês vão até o porão e arrumam os instrumentos. - Chay disse e todos concordaram. Ah, eu ainda não contei para vocês? Os meninos têm uma banda, chama McFLY e eles já têm até algumas músicas, ensaiam no porão da casa de Chay , ou na garagem da casa de Micael , onde eles preparam tudo para que não fizesse tanto barulho, colocando paredes que protegessem de ruídos, como as de um estúdio. Mas tudo bem, eu só queria contar que eles têm uma banda. - Chay pega refrigerante também! – Pedro gritou enquanto descia as escadas do porão! Estavam esperando Chay chegar, para eles começarem a ensaiar. Eu já disse que amo as músicas deles? É, eu amo! - Chay , porque você demorou tanto? – Pedro perguntou enquanto pegava o refrigerante das mãos do amigo. - Ah, eu tava falando com a Mel – Chay disse sorridente. - Por que você não namora com ela? – Micael perguntou. - Bem que eu queria, mas ela só me enrola! – Chay disse, com uma carinha triste. – Vamos ensaiar agora? Começaram a ensaiar e passaram um bom tempo tocando até que o nosso querido Chay teve uma brilhante idéia. - Hey pessoal, por que nós não fazemos uma festa? – Ele disse, parando de tocar. - Como assim? – Pedro perguntou. - É, nós não temos nada pra fazer, poderíamos chamar todo mundo para uma festa e poderíamos assistir o nosso show. – Explicou Chay. - Calma ai, explica isso direito! – Micael pediu. - Assim Micael , nós poderíamos chamar todo mundo lá da escola, ai tocávamos pra eles lá na garagem da tua casa, como em um show. Com certeza todos vão gostar, afinal, as aulas estão pra começar... Vamos fechar as férias com chave de ouro. –Chay falou, todo feliz. Eu gostei da idéia, quem concorda? - Eu acho legal, mas como vamos chamar todo mundo?- Arthur perguntou. - Vamos mandar mensagens pelo celular! – Pedro teve a idéia. - Ótimo! E podemos dizer para as pessoas chamarem seus amigos também. – Micael falou, animado.

As meninas estavam reunidas na casa de Rayana , comendo pipoca, brigadeiro e assistindo “Grease - Nos Tempos da Brilhantina”. 

- Ain meninas, o John Travolta está tão hot nesse filme! - Lu ia dizendo enquanto assistia. - Põe hot nisso! Olha só como ele rebola! - Foi a Mel quem disse. - Vamos dançar! – Sops já foi levantando do sofá e as meninas a acompanharam, dançando ao som de “You Are The One That I Want”. - Espera só um pouco que o meu celular tá tocando. – Rayana saiu a procura do celular. - Quem era? - Sops perguntou. A música já havia acabado e elas estavam sentadas no sofá. - É uma mensagem do Pedro . Escutem só!

“Show do McFLY. Venha curtir seu ultimo sábado à noite antes das aulas começarem, escutando as músicas que você mais gosta em um show exclusivo para convidados. Mande essa mesma mensagem para seus amigos mais íntimos e eles também serão convidados. Meia noite em ponto, na garagem do Micael ! Não perca!” 

- Na garagem do Micael? Isso parece até nome de pub de quinta! – Mel disse e todas riram. - Ah gente mais essa idéia é legal, eu gostei!- Lu falou. - É sim! - Sops concordou. – Meninas, esperem um pouco, eu vou ligar pro Micael , para saber melhor. Sops ligou para Micael , que explicou tudo a ela, que por sua vez explicou para as outras meninas. - E agora eles estão precisando da nossa ajuda!_ Sops completou. - E o que estamos esperando? Vamos nos arrumar, afinal, vamos produzir um show!_ Rayana disse, empolgada. As garotas chegaram à casa de Micael e começaram a ajudar os meninos em tudo o que eles precisavam, e olha que não era poça coisa. As pessoas começaram a chegar para o show, traziam comidas e bebidas. - Wou, esse povo sabe mesmo se organizar! - Pedro falava enquanto comia e bebia do que as pessoas traziam. Quando acharam que não chegariam mais pessoas, pois quase todos os adolescentes da cidade estavam ali, eles resolveram começar o show. Os meninos tocaram várias músicas, tanto as que eles mesmos escreveram quanto covers de bandas famosas. As pessoas estavam se divertindo tanto que até faziam pedidos de músicas, que eram prontamente atendidos. - Essa música que vamos tocar agora... - Micael falava ao microfone, quando trocou olhares com Arthur e depois com os outros garotos. - Foi escrita para a garota que tem o coração do nosso Arthur ali! Lu essa é pra você, Star Girl! Ah, que romântico! Começaram então, a tocar uma música que divertiu a todos, as pessoas dançavam para lá e para cá no ritmo da batida, menos Lu , que estava tão encantada e atenta a letra da canção, que não conseguia nem se mexer direito. Um carinha que estava lá no fundo, bem bonitinho por sinal, gritou um pedido que foi apoiado por todos e logo atendido, Hello Goodbye, dos Beatles, foi acompanhada por toda a platéia que cantava em coro. Depois de várias outras músicas, os meninos encerraram o show, então, quase que a contragosto, as pessoas começaram a ir para casa. - Dude, eu to acabado! - Pedro dizia, enquanto se jogava no sofá. _Mas to muito feliz! - Você viu como as pessoas cantavam? - Chay perguntou, com o seu sorriso mais lindo. - Parecia que éramos famosos! - Micael e Arthur falaram juntos, fazendo todos rirem. Ficaram conversando por mais um longo tempo, até que resolveram dormir. Na segunda-feira, só o que se falava na escola era sobre o show, e consequentemente, sobre as férias selvagens que os eles tiveram. A semana havia se passado bem rápido, como sempre acontece na primeira semana de aula. Era sexta-feira à noite, Lu estava assistindo TV, um seriado muito bom, por sinal, quando seu celular toca. “Oi meu amor” Era Arthur. “Não, eu estou sozinha em casa, pode vir” “Ok, to te esperando. Beijo.” Alguns minutos depois, Lu abria a porta para seu namorado. - Eu tenho um presente para você! - Arthur disse, entregando uma caixa muito bem embrulhada. - O que é?_ Lu era muito curiosa. _Abre e ai você vê! Lu abriu o presente e não acreditou no que viu quando o fez. - Arthur , eu não acredito! - Foi só o que disse, lágrimas estavam em seus olhos. - Você me devolveu, mas eu apenas guardei. - Disse com um sorriso no rosto. Abrasou a garota. - Ele sempre foi seu! O garoto havia dado o telescópio que a quase três anos atrás, Lu havia devolvido a ele. Montaram-no então, no jardim da casa de Lu e ali ficaram olhando as estrelas. Eles repetiram esse gesto por dias, meses e anos. E assim seria para todo o sempre!

1 comentários:
Onw que lindoooooo #Lenna
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